Ex-presidente Uribe critica permissividade de Santos com a guerrilha
Bogotá, 16 mai (EFE).- O ex-presidente colombiano, Álvaro Uribe criticou neste sábado a “permissividade” do atual mandatário, Juan Manuel Santos, ao suspender as 118 ordens de captura que existem contra o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como “Timochenko”, para poder viajar a Cuba.
O senador e líder do partido Centro Democrático assegurou hoje a jornalistas em Medellín, que o que se opõe à paz “é a permissividade ao terror”.
“O problema de fundo é que estes senhores seguem delinquindo na Colômbia. Então é preciso se perguntar quem são os inimigos da paz? Os que exigimos justiça ou aqueles que procedem com permissividade frente ao terrorismo?”, questionou o ex-presidente.
Forte crítico das negociações de paz entre o governo e as Farc que acontecem em Havana desde novembro de 2012, Uribe afirmou ainda que a prova da permissividade com o terrorismo é evidente em municípios como Tumaco (Nariño), onde os camponeses estão abandonando os cultivos de palma africana para semear coca.
Segundo o procurador-geral, Eduardo Montealegre, o presidente solicitou a suspensão das 118 ordens de captura contra “Timochenko” que desde dezembro de 2014 é representante dos diálogos em Havana.
Perante estas declarações, o Alto Comissariado de Paz, Sergio Jaramillo, esclareceu ontem, através de um comunicado, que o principal chefe das Farc não é negociador plenipotenciário nas conversas de Cuba. EFE
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