França anuncia anulação da cúpula UE-Rússia, e bloco prepara novas sanções

  • Por Agencia EFE
  • 20/03/2014 21h23
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Bruxelas, 21 mar (EFE).- O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta sexta-feira (data local) que a União Europeia (UE) decidiu anular a cúpula entre o bloco e a Rússia prevista para junho, e aumentou em 12 pessoas, até 33, a “lista negra” de russos e ucranianos sancionados.

“Houve a vontade de enviar um sinal para que a Rússia compreenda que não pode seguir assim e que tem que mudar… que não se pode atentar contra a integridade territorial, movimentar fronteiras”, afirmou Hollande ao término do primeiro dia da cúpula de chefes de Estado e de governo da UE.

O presidente francês disse que, perante o aumento das tensões, “se anulou a cúpula UE-Rússia e todas as reuniões bilaterais” que deviam levar a sua realização no próximo mês de junho na cidade russa de Sochi.

Hollande, que ressaltou que a decisão foi tomada por unanimidade, destacou também que “se houver mais escalada (das tensões por parte da Rússia), se houver mais desestabilização da Ucrânia, se pediu à Comissão Europeia estudar medidas concretas” que intensifiquem o castigo a Moscou.

“Isto não é algo desejado, mas pode concretizar-se”, declarou o presidente francês em referência à Rússia, que até o momento ignorou os pedidos de Bruxelas e dos sócios comunitários, assim como dos Estados Unidos, e outros países, para diminuir as tensões e buscar uma saída negociada à crise.

“Se não se conseguir resolver pacificamente e a Rússia não der passos para diminuir a tensão, haverá consequências de longo alcance em uma ampla gama de áreas econômicas”, acrescentou o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

“Pedimos à Comissão e aos Estados-membros para preparar possíveis medidas específicas”, declarou.

Além disso, Hollande anunciou que aumentou em 12 pessoas os nomes das personalidades russas e ucranianas que vão ser incluídas, a partir de amanhã, entre os que verão seus ativos congelados e não poderão viajar para território comunitário por considerar que encorajaram a realização do referendo e a posterior anexação da Crimeia à Rússia.

Hollande, que qualificou o referendo sobre a anexação da Crimeia à Rússia como “uma falsa consulta”, insistiu que ainda “há lugar para o diálogo e a negociação”. EFE

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