Grupo de ativistas opositores são condenados à prisão na Rússia

  • Por Agencia EFE
  • 24/02/2014 09h43

Moscou, 24 fev (EFE).- A Justiça russa condenou nesta segunda-feira a até quatro anos de prisão um grupo de opositores por participar em 6 de maio de 2012 de tumultos em massa na praça Bolotnaya de Moscou na véspera da posse do presidente russo, Vladimir Putin.

Sete dos oito opositores, declarados culpados de participar dos enfrentamentos com a polícia após uma manifestação antigoverno, precisarão cumprir suas penas na prisão.

A única mulher, Alexandra Dujanina, também foi condenada a três anos e três meses de prisão, mas a pena ficou suspensa e a ativista poderá sair em liberdade condicional.

Os ativistas opositores Yaroslav Belousov e Artiom Savelov receberam penas de dois anos e meio, enquanto Andrei Barabanov, Stepán Zimín, Denis Lutskevich e Alexei Políjovich passarão três anos e meio na prisão. O manifestante Sergei Krivov foi condenado a quatro anos de prisão.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse hoje à agência “Interfax” que “segundo a legislação russa, qualquer preso pode pedir indulto ao presidente”.

E acrescentou: “Os condenados por esse caso (conhecido na Rússia como o caso Bolotnaya, que leva o nome da praça onde houve os distúrbios) também podem fazê-lo e suas solicitações serão estudadas”.

Os oito opositores russos foram julgados pelas desordens que explodiram um dia antes que Putin assumisse pela terceira vez a chefia do Kremlin.

Nesses enfrentamentos, que concluíram com a detenção de mais de 500 pessoas, 82 policiais ficaram feridos e os danos causados ascenderam a 28 milhões de rublos (R$ 1,84 bilhão), segundo as autoridades russas.

Outros quatro acusados, Maria Baronova, Nikolai Kavkazski, Leonid Kaviazin e Vladimir Akimenkov, foram anistiados em 19 de dezembro no 20º aniversário da Constituição russa.

A leitura das sentenças foi acompanhada por detenções de pelo menos 200 ativistas que chegaram hoje à sede do Tribunal Zamoskvoretski, isolado por mais de 20 caminhonetes policiais, para apoiar os sentenciados.

Entre esses ativistas detidos se encontra Alexei Navalni, um dos líderes da oposição não parlamentar, que saiu em 16 de outubro em liberdade condicional, após ser suspensa sua pena a cinco anos de prisão por um suposto roubo de madeira.

Além disso, foram detidos dois integrantes do grupo Pussy Riot Nadezhda Tolokonnikova e Maria Aliojina, que tinham cumprido penas de quase dois anos de prisão por encenar uma prece antigoverno na maior catedral russa.

Também chegou ao Zamoskvoretski a veterana ativista russa de direitos humanos Liudmila Alexeyeva. EFE