Homem é preso após se masturbar em frente ao playground de parque

  • Por Jovem Pan
  • 26/02/2017 13h43
Suspeito de se masturbar em público no Parque Villa-Lobos aguarda em delegacia em Pinheiros

Um homem foi levado à delegacia pela polícia após ser flagrado se masturbando em frente a um playground do Parque Villa-Lobos, em Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, ao meio-dia deste domingo (26). A Polícia Militar diz que evitou o linchamento do suspeito.

Identificado como Itamar de Almeida, 28 anos, ele estaria sentado em um banco com o órgão genital para fora do shorts e a mão à frente, segundo relato de testemunha que compareceu ao 14º Distrito Policial (DP).

A educadora Mirca Bonano, que presta depoimento, conta que o ato se deu perto do orquidário. “Tinha playground muito próximo e a gente ficou muito preocupada, porque tinha muita criança no parque e ele olhava para as crianças passando ali, algumas de bicicleta, cachorros”.

De acordo com a educadora, o homem não mudou sua atitude mesmo após ter sido identificado por “três ou quatro pessoas”. “Ele viu que estava sendo visto e não parou”, diz Mirca, indignada. Guardas do parque foram avisados e agiram rapidamente, assim como a polícia, logo chamada, evitando que Itamar fosse linchado por um grupo de homens. O soldado da PM Luís Barros confirma que Itamar teve de ser retirado do local sob tutela para evitar que a revolta popular gerasse uma tentativa de “fazer justiça com as próprias mãos”.

Darcinho Alves, segurança do Villa-Lobos, que também foi prestar depoimento na delegacia, conta que casos de atos obscenos são denunciados com frequência, mas raramente ocorrem em partes do parque com tanto movimento.

Além de Mirca e Darcinho, um pai com uma filha que chorou ao ter supostamente testemunhado o crime compareceram ao distrito policial para prestar depoimentos.

Apesar da prisão em flagrante, o delegado de plantão avalia que Itamar dificilmente ficará preso, uma vez que deve ser enquadrado apenas pelo artigo 233 do Código Penal (“praticar ato obsceno em lugar público”), que prevê detenção, de três meses a um ano, ou multa. Eventuais atos de pedofilia (previstos no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente) teriam de ser comprovados.

Com informações da repórter Jovem Pan Carolina Ercolin. Ouça AQUI.