Houthis anunciam Conselho Presidencial e dissolvem parlamento do Iêmen
Sana, 6 fev (EFE).- O movimento rebelde xiita dos houthis anunciou nesta sexta-feira a dissolução do parlamento do Iêmen e a formação de um Conselho Presidencial para administrar o país interinamente, no máximo por dois anos.
Em um ato no Palácio Republicano, transmitido pela rede de televisão estatal, o grupo explicou que o Conselho Presidencial terá cinco membros e o objetivo de tirar o país da atual crise política, agravada pela renúncia do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi há duas semanas.
A emenda constitucional, que entrou em vigor no momento de seu anúncio, estabelece além disso a formação do chamado Conselho Nacional Provisório, com 551 integrantes, que substituirá o parlamento.
Este Conselho Nacional será o encarregado de formar o Conselho Presidencial, que criará por sua vez um governo interino de tecnocratas.
O mandato do Conselho Presidencial e do governo interino terá duração de dois anos, período em que terão que ser convocadas eleições presidenciais e parlamentares no Iêmen.
O Comitê Supremo Revolucionário, que é o órgão máximo dos houthis, tem o poder para referendar ou aprovar todas as decisões do Conselho Nacional.
Além disso, este Comitê Supremo vai emitir uma resolução que determine as prerrogativas dos três órgãos hoje anunciados.
Os houthis asseguraram que este passo pretende “encher o vazio de poder” causado pela renúncia de Hadi e pelo fracasso das forças políticas em conseguir um acordo para a formação de um Conselho Presidencial.
No dia 1º de janeiro, o movimento xiita deu um prazo de três dias aos grupos políticos do Iêmen para tomar “decisões urgentes diante do vazio de poder existente”, que não foi cumprido.
O conflito entre os rebeldes xiitas e as autoridades se agravou após a renúncia de Hadi e de seu governo em protesto pelas pressões dos houthis, que tomaram edifícios presidenciais em Sana no mês passado.
Os houthis, que já pegaram em armas contra as autoridades em 2004 e 2010 e que iniciaram sua expansão militar por todo o país em setembro do ano passado, controlam sete províncias iemenitas, incluindo a capital Sana. EFE
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