Justiça concede prisão domiciliar a opositor venezuelano Daniel Ceballos
(Atualiza com transferência e declaração de Daniel Ceballos).
Caracas, 12 ago (EFE).- O opositor venezuelano Daniel Ceballos, preso há mais de um ano por rebelião e formação de quadrilha, recebeu nesta terça-feira uma medida de prisão domiciliar por motivos de saúde, informou sua esposa, Patricia Gutiérrez.
“Fomos convocados hoje para uma audiência em que o Ministério Público solicitou à juíza do Tribunal 15º de Justiça a medida cautelar de prisão domiciliar para o meu marido por razões de saúde”, disse Gutiérrez à Agencia Efe.
A também prefeita de San Cristóbal afirmou que Ceballos “está bem” e que o tribunal decidiu que ele deve cumprir a medida no apartamento onde ela e os filhos se hospedavam em Caracas quando iam visitá-lo.
O ex-prefeito foi levado por volta de 1h (horário local, 2h30 de Brasília) até sua residência, localizada no leste de Caracas, acompanhado por um grupo de funcionários dos Serviços Bolivarianos de Inteligência (Sebin).
“Com emoções confusas, mas feliz por estar com minha família”, disse Ceballos da janela do apartamento onde permanece detido ao ser perguntado pelos jornalistas do lado de fora da residência sobre como se sentia.
Entre maio e junho, Ceballos fez uma greve de fome de 20 dias para reivindicar, entre outros aspectos, a libertação daqueles que ele considera que “presos políticos” e a fixação de uma data para as eleições parlamentares.
O jejum, interrompido após conseguir resultados parciais a seus pedidos, o fez perder mais de dez quilos e a ter problemas renais.
Ceballos foi detido em março de 2014 e condenado a 12 meses de prisão por desacato a uma liminar do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) por não cumprimento de uma sentença que lhe obrigava a impedir a colocação das barricadas que grupos que protestam contra as políticas governamentais instalaram no município.
Após cumprir essa pena, o TSJ informou que ele continuaria preso por formação de quadrilha, acusação relacionada também aos protestos antigovernamentais que o país viveu no primeiro semestre daquele ano e que deixaram, segundo números oficiais, 43 mortos. EFE
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