Surto de febre aftosa faz China abater gado e reforçar fronteiras

Províncias fronteiriças, incluindo Xinjiang e Gansu, receberam ordens para intensificar patrulhas e impedir a entrada da doença

  • Por Jovem Pan
  • 03/04/2026 17h11 - Atualizado em 03/04/2026 20h40
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Xie Huanchi/EFE/EPA/Xinhua Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC), discursando na terceira sessão plenária do 20º Comitê Central do Partido Comunista da China (PCC) Analistas do setor disseram que foi a primeira vez que o sorotipo SAT-1

Um pequeno surto de febre aftosa no noroeste na China fez o País reforças os controles nas fronteiras, acelerar vacinas e abater gado. Segundo autoridades, a doença veio do exterior. O Ministério da Agricultura disse no último fim de semana que havia começado a abater animais e a desinfetar áreas afetadas depois que surtos atingiram rebanhos, afetando 6.229 bovinos na província de Gansu e na Região Autônoma Uigur de Xinjiang.

Na segunda-feira, as autoridades disseram que o surto entrou na China pela fronteira noroeste, uma região que toca o Cazaquistão, a Mongólia, a Rússia e outros países. As províncias fronteiriças, incluindo Xinjiang e Gansu, receberam ordens para intensificar patrulhas e impedir a entrada da doença por meio de contrabando ou transporte ilegal, de acordo com avisos oficiais. “O surto atual ameaça uma grande região e a prevenção e o controle estão sob forte pressão”, disse Rosa Wang, analista da Shanghai JC Intelligence Co.

Analistas do setor disseram que foi a primeira vez que o sorotipo SAT-1 — um tipo de doença endêmica na África — foi detectado na China, e que as vacinas domésticas existentes para os sorotipos O e A, mais comuns, não oferecem proteção. Desde 2025, a SAT-1 se espalhou da África para regiões do Oriente Médio, Ásia Ocidental e Sul da Ásia.

O surto ocorre no momento em que a Rússia luta contra um grave surto de doença bovina na região siberiana de Novosibirsk, que faz fronteira com o Cazaquistão e fica a cerca de 1.200 km (750 milhas) e 2.500 km, respectivamente, dos locais do surto em Xinjiang e Gansu.

Em um relatório publicado em 20 de março, o Departamento de Agricultura dos EUA disse que a escala da resposta da China pode indicar um surto não confirmado de febre aftosa. A Rússia negou qualquer surto desse tipo.

*Reuters

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