López pede apoio internacional em carta publicada no “New York Times”

  • Por Agencia EFE
  • 25/09/2015 14h41
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Nova York, 25 set (EFE).- O líder opositor Leopoldo López pediu à comunidade internacional que apoie o povo venezuelano diante dos “abusos” do governo do presidente Nicolás Maduro, em carta escrita da prisão e publicada nesta sexta-feira pelo “New York Times “.

“Precisamos que a comunidade internacional defenda nossos direitos democráticos diante dos abusos do governo, condenando a repressão e promovendo a solidariedade nos assuntos de direitos humanos na região”, disse López, que está na prisão de Ramo Verde, em carta publicada no mesmo dia da visita de Maduro à sede das Nações Unidas em Nova York pelo 70º período de sessões da ONU.

“Inclusive da prisão continuarei lutando por uma Venezuela livre”, disse López, que pediu que as lideranças internacionais pressionem Maduro para que permita uma supervisão internacional nas eleições parlamentares de dezembro para que sejam “limpas e livres”.

“A independência e a imparcialidade dos observadores da Organização dos Estados Americanos e da União Europeia é necessária agora mais do que nunca para garantir que nossa oportunidade de mudança não está comprometida”, ressaltou.

López advertiu também que, para que a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática possa ganhar a eleição de dezembro será preciso o apoio e a unidade de “todos os membros da sociedade que queiram uma mudança”.

“Para que a Venezuela se movimente para frente precisamos antes de tudo de mudar o sistema com a remoção democrática do partido que nos governa”, disse López.

Ele insistiu que uma eleição “não pode ser livre nem justa” quando os que pensam diferente “não podem se candidatar ou estão atrás das grades” e pediu ao governo que deixe de desqualificar e liberte os 76 prisioneiros políticos.

Finalmente, López denunciou que no último dia 10 foi condenado com “argumentos absurdos” por uma juíza que chamou de “simples marionete” do governo, e insistiu que nunca se arrependeu de ter se entregado em 2014 porque sua causa é “justa”.

O líder opositor foi condenado a 13 anos, nove meses, sete dias e 12 horas de prisão pelos crimes de instigação pública, formação de quadrilha, danos à propriedade e incêndio, atribuídos ao dirigente por causa dos episódios violentos após uma manifestação convocada pela oposição, inclusive por ele, em 12 de fevereiro de 2014. EFE

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