Maduro diz que radicalizará revolução contra “empresários sabotadores”

  • Por Agencia EFE
  • 14/04/2015 00h52
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Caracas, 13 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira (data local) que radicalizará a chamada revolução bolivariana contra empresários que sabotem a economia e impeçam a população de ter acesso a produtos básicos, em falta nas prateleiras dos principais mercados do país.

“Estou disposto a radicalizar a revolução contra todos que sabotam a economia, não me importa o nome e o sobrenome que tenham. Peço aos ministros e aos poderes do Estado mão firme” disse o presidente durante um discurso realizado em Caracas.

Maduro revelou que pediu ao vice-presidente, Jorge Arreaza, e aos ministros que investiguem, analisem as contas bancárias e revistem os armazéns dos empresários que importam produtos não produzidos na Venezuela.

“Se for necessário, vamos detê-los e entregá-los à Justiça. Se encontramos conspirações e sabotagens: cadeia. Eles têm que pagar pelo que fazem ao povo. Já basta, compatriotas. Tudo tem um limite”, disse Maduro, assinalando que “radicalizar é ir à raiz e tirar o podre que está por baixo de tudo”.

O presidente venezuelano indicou que está em andamento, há mais de um ano e meio, uma “guerra econômica” dirigida por empresários do país que contam com o apoio dos Estados Unidos.

Essa suposta guerra seria, de acordo com o governo, responsável pela escassez de produtos básicos, acentuada nos últimos meses, e também pela “inflação induzida” de quase 70% em 2014.

O principal sindicato patronal venezuelano, a Fedecamaras, pediu em fevereiro que o governo verifique as 1,4 mil industrias expropriadas durante a revolução iniciada em 1999 e que estão supostamente inativas atualmente.

Além disso, os comerciantes atribuem a crise aos problemas de distribuição de divisas para importação de produtos e matéria-prima, enquanto o governo responsabiliza os empresários de gerar uma “percepção” de escassez para “irritar” os venezuelanos.

No ínicio deste ano, Maduro ordenou a prisão de comerciantes após acusá-los de açambarcamento de produtos e produzir filas para sua posterior compra. EFE

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