Metroviários de SP decidem manter greve apesar de proibição da justiça
São Paulo, 8 jun (EFE).- Os trabalhadores do metrô de São Paulo decidiram neste domingo manter por tempo indeterminado a greve que começou na quinta-feira, apesar de o Tribunal Regional do Trabalho ter considerado a greve abusiva.
O TRT determinou que o sindicato deverá pagar R$ 100 mil diários pela paralisação, e se a decisão judicial for descumprida este valor sobe para R$ 500 mil.
A decisão dos trabalhadores do metrô de manter a greve foi tomada em uma assembleia realizada em São Paulo após a decisão do TRT, que fixou um reajuste salarial de 8,7% para os trabalhadores do metrô de São Paulo, administrado pelo governo estadual, contra os 12,2% reivindicados pelo sindicato.
“Temos um Mundial, o maior evento esportivo do mundo. O governo do estado tem eleições no final do ano (outubro), tem que negociar. Temos que enfrentar o governo”, justificou o presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Melo dos Prazeres.
O sindicato convocou uma manifestação na estação de metrô Ana Rosa, onde sexta-feira houve confronto entre a polícia e grevistas.
O ato, informou o sindicato em comunicado, contará com o apoio de outros movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, que mobilizaram nas últimas semanas milhares de pessoas em São Paulo.
Após a decisão de hoje, São Paulo viverá amanhã o quinto dia de greve parcial, a apenas três dias antes da partida de abertura da Copa do Mundo, na Arena Corinthians, entre Brasil e Croácia. EFE
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