Ministro de Córdoba diz que mudança em lei compromete reputação da Argentina

  • Por Agencia EFE
  • 11/09/2014 21h10
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Cleyton Vilarino

São Paulo, 11 set (EFE).- A mudança da lei que habilita o pagamento da dívida argentina no próprio país, aprovada na madrugada desta quinta-feira, compromete ainda mais a reputação da Argentina no mercado internacional, avaliou o ministro de assuntos estratégicos de Córdoba, Jorge Lawson.

“Os países devem ser sérios, devem respeitar as normas e as leis próprias e também as normas e as leis internacionais. Não podem mudar por si mesmos estas regras”, ressaltou Lawson em declaração à Agência Efe.

Aprovada por 134 votos a favor, 99 contra e cinco abstenções, a lei ajuda o governo a se esquivar dos impedimentos impostos por um juiz dos Estados Unidos ao pagamento aos credores.

“Há uma falha jurídica que obriga a Argentina pagar. Não há discussão. O que se deve fazer é pagar”, destacou Lawson, que faz parte da oposição ao Governo de Cristina Kirchner junto com o governador de Córdoba e candidato à presidência, José Manuel de la Sota.

“A lei obviamente não contou com um consenso, foi aprovada graças à votação oficial. De qualquer forma, seria preciso ter mais debate, escutado as posições de outros blocos. Foi tudo muito corrido, feito praticamente em dois dias”, criticou o ministro.

Lawson esteve no Brasil para participar do seminário “Argentina, Brasil e China – Discutindo a relação”, promovido pela Câmara de Comércio Argentino Brasileira, que foi realizado nesta quinta-feira com a finalidade de discutir o aumento da participação da China na balança comercial dos dois países.

Para o ministro, esse potencial tem sido deixado de lado por falta de diálogo entre os dois governos sul-americanos.

“Não temos uma relação institucional como os povos brasileiro e argentino merecem, ou como as empresas exportadoras do Brasil e da Argentina merecem”, criticou Lawson ao apontar para a necessidade de resgatar o “clima de negócios” entre as duas economias.

“A China é uma oportunidade caso resolva se unir à grandeza da região, tendo condições distintas de negociações do que com um único país. Portanto é conveniente como estratégia desenvolver a região para só então negociar com a China”, avalia o ministro cordobense. EFE.

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