150 mil votos foram recebidos depois das eleições nos Estados Unidos

Como a votação por correio foi muito mais utilizada por democratas do que republicanos, as cédulas têm mais chances de serem favoráveis a Joe Biden; Donald Trump considera esses votos ‘ilegais’

  • Por Jovem Pan
  • 06/11/2020 11h41
EFE/EPA/RICK D'ELIAA apuração dos votos continua nos estados do Arizona, Alasca, Carolina do Norte, Georgia, Nevada e Pensilvânia

Os Estados Unidos receberam 150 mil votos enviados pelo correio ao longo da quarta-feira (4), um dia após o fechamento das urnas eleitorais. A expectativa é que esse número continue a crescer, já que o serviço postal ainda está recebendo os votos feitos à distância. Como cerca de 120 mil cédulas correspondem aos estados onde a imprensa norte-americana ainda não projetam um vencedor, elas podem determinar se o próximo presidente será o democrata Joe Biden ou o republicano Donald Trump.

No entanto, nem todos eles serão contabilizados. A regra determina que os votos devem ter sido enviados até 3 de novembro, o dia oficial das eleições. Dessa forma, o estado de Nevada contabilizará 4 518 cédulas recebidas durante a quarta-feira, enquanto a Pensilvânia considerará 3 439 e a Carolina do Norte, 2 958. Já a Geórgia, onde a apuração também continua, não aproveitará nenhum dos 864 votos que recebeu nesse período.

Como a votação por correio foi muito mais utilizada por democratas do que republicanos, os votos ainda não contabilizados têm mais chances de serem favoráveis a Joe Biden. Até o momento, a campanha de Donald Trump já recorreu com pedidos para recontagem dos votos ou suspensão da apuração em pelos menos quarto estados norte-americanos: Geórgia, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin. Em seu discurso feito na noite de quinta-feira (5), o presidente chegou a dizer que os votos enviados pelo correio eram “ilegais” e que ganharia a eleição facilmente se não fosse por eles.

*Com informações da EFE