Agência dos EUA autoriza uso emergencial de vacina da Pfizer em adolescentes de 12 a 15 anos

FDA informou que imunizar a população mais jovem é dar um passo importante rumo a normalidade após a pandemia

  • Por Jovem Pan
  • 10/05/2021 19h59 - Atualizado em 10/05/2021 20h23
ADRIANA TOFFETTI/A7 PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 17/10/2020 Vacina da Pfizer é recomendada para adolescentes de 12 a 15 anos

A agência federal do departamento de saúde e serviços humanos dos Estados Unidos, FDA (Food and Drug Administration), informou nesta segunda-feira, 10, que a vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 pode ser aplicada em adolescentes entre 12 a 15 anos. A decisão altera a recomendação de dezembro de 2020 que afirmava que o imunizante só poderia ser administrado em indivíduos acima de 16 anos. “A expansão da FDA da autorização de uso de emergência para a vacina é um passo significativo na luta contra a pandemia“, comemorou a Comissária em exercício da FDA, Janet Woodcock. “A ação permite que uma população mais jovem seja protegida do vírus, aproximando-nos do retorno à normalidade”, completou.

A FDA determinou que a vacina da Pfizer atendeu a todos os critérios legais estabelecidos e que os benefícios superam os riscos. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre 1º de março de 2020 e 30 de abril de 2021 foram registrados, aproximadamente, de 1,5 milhão de casos da Covid-19 entre adolescentes de 11 a 17 anos com sintomas mais brandos do que em adultos. O comunicado da FDA afirma que a autorização de uso emergencial vigorará até que haja evidências de que um medicamento possa ajudar na prevenção e tratamento, e pode ser revisada a qualquer momento.

Como foram feitos os testes da vacina

Os testes para a liberação do imunizante aos adolescentes aconteceram com 2.260 voluntários na faixa etária de 12 a 15 anos. Deste total, 1.131 participantes receberam a vacina e outros 1.129 receberam um placebo salino. Mais da metade dos adolescentes foram acompanhados pela FDA por, pelo menos, dois meses após a segunda dose. Os efeitos colaterais mais comuns relatados foram dor no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, calafrios, dores musculares, febre e dores nas articulações durante 1 a 3 dias. As reações foram sentidas tanto após a primeira aplicação, como na segunda. De acordo com a FDA, os resultados são consistentes com os relatados nos pacientes de 16 anos ou mais.