Após explosão em Beirute, EUA oferecem ajuda ao Líbano

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ligou para o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, na manhã desta quarta-feira (5)

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2020 19h30 - Atualizado em 05/08/2020 19h33
EFE/EPA/NABIL MOUNZERO porto de Beirute após a forte explosão que aconteceu nesta terça-feira (4)

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, conversou por telefone nesta quarta-feira (5) com o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, e ofereceu ajuda americana após a grande explosão ocorrida em Beirute, que deixou mais de cem mortos e 4 mil feridos. Ao longo da conversa, Pompeo “expressou condolências ao povo libanês pela horrível explosão no porto de Beirute, que matou e feriu tantas pessoas e causou uma destruição devastadora na cidade”, detalhou em comunicado Cale Brown, um dos porta-vozes do Departamento de Estado.

Pompeo frisou o compromisso dos EUA de ajudar o povo libanês, mas não especificou qual tipo de assistência foi oferecida. O porta-voz também destacou que o governo americano demonstra solidariedade com os habitantes do Líbano “na luta por dignidade, prosperidade e segurança”. O chefe da diplomacia americana se referiu à explosão em Beirute como um “acontecimento aterrador” e não mencionou em nenhum momento os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que nesta terça que a explosão poderia ter acontecido devido a um ataque ou “algum tipo de bomba”.

Nem a Casa Branca nem o Departamento de Estado divulgaram informações sobre as declarações de Trump, nem dados que respaldem tal hipótese. Uma grande explosão causada na terça-feira pela combustão de 2.750 toneladas de nitrato de amônio no porto de Beirute destruiu o porto da capital libanesa e atingiu diversos bairros devido à onda de choque, deixando mortos, feridos e danos materiais. O Líbano vive atualmente uma das piores crises econômicas desde o fim da guerra civil, em 1990.

*Com informações da EFE