Após morte de 23 idosos que receberam vacina da Pfizer, Noruega tenta acalmar população

Agência reguladora do país afirmou que não estabelece ligação entre mortes e vacina, mas disse priorizar relatórios de ‘eventos adversos graves’

  • Por Jovem Pan
  • 18/01/2021 20h15 - Atualizado em 03/03/2021 14h45
EFE/EPA/TORSTEIN BOE NORWAY OUTVacinação na Noruega foi iniciada no fim de dezembro

A Noruega, que iniciou vacinação contra Covid-19 com imunizantes da Pfizer/BioNTech no fim do mês de dezembro, registrou até a última quinta-feira, 14, pelo menos 23 mortes de idosos com mais de 75 anos que tomaram a primeira dose, de acordo com dados da Agência de Medicina do país. Parte deles estaria, de acordo com a diretora da entidade, Camilla Stoltenberg, “terrivelmente doente”. Em coletiva de imprensa, a representante do órgão tentou atenuar os receios da população afirmando que ainda não há provas da ligação entre a vacina e as mortes e falando que mais de 45 idosos morrem “cotidianamente” em asilos do país. Até esta segunda-feira, 18, 48 mil pessoas tinham sido vacinadas.

“Não foi estabelecido que haja excesso de mortalidade, nem que ele esteja relacionado com as vacinas”, disse a representante. Em nota divulgada pela agência reguladora local, o governo reforçou o tom apaziguador com a população, afirmando que registra todas as ocorrências em pessoas vacinadas e processa todos os possíveis sinais de reações adversas, priorizando aqueles que são mais graves. “As reações adversas suspeitas são reportadas e os relatórios descrevem eventos que ocorreram depois da vacinação. Mesmo que esse evento tenha sido reportado, isso não necessariamente implica em uma relação entre o evento e as vacinas. As reações adversas conhecidas são listadas na informação do produto”, diz trecho do documento.