Austrália pode ficar fechada para estrangeiros até 2022, diz ministro

Os motivos seriam as incertezas em torno da duração da eficácia das vacinas contra a Covid-19 e também o surgimento de novas variantes do coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 07/05/2021 11h35 - Atualizado em 07/05/2021 13h29
EFE/EPA/JAMES ROSSO primeiro-ministro Scott Morrison desejava abrir as fronteiras do país em outubro, mas atraso na campanha de vacinação pode atrapalhar os planos

O Ministro das Finanças da Austrália, Simon Birmingham, afirmou que o país pode se manter fechado para viajantes estrangeiros até 2022 devido às incertezas em torno das vacinas contra a Covid-19 e das variantes do novo coronavírus. “São considerações que significam que não abriremos as fronteiras de uma só vez no início do próximo ano muito facilmente”, disse em entrevista publicada pelo jornal local The Australian nesta quinta-feira, 6. Fechada desde março de 2020, a Austrália já vive certa normalidade depois de ter enfrentado com sucesso a crise sanitária em seu território. Desde 18 de abril, o país mantém uma bolha de viagem com a vizinha Nova Zelândia e vem estudando acordos similares com Singapura e Hong Kong. Por outro lado, na semana passada o governo proibiu a entrada de australianos que vivem na Índia, ameaçando multar e até prender os cidadãos que tentarem retornar do país asiático. A medida polêmica deu início a uma batalha judicial porque seria ilegal, além de ter gerado preocupações entre os imigrantes que vivem na Austrália. De acordo com o último censo nacional, realizado em 2016, metade dos 25 milhões de habitantes nasceu no exterior ou tem pelo menos um dos pais com cidadanias de outros países.

Inicialmente, o primeiro-ministro Scott Morrison planejava abrir as fronteiras do país em outubro deste ano, quando tivesse fim a campanha de vacinação contra a Covid-19. Porém, um dos maiores problemas enfrentados pelo seu governo é o atraso no calendário de imunização devido a problemas com exportação ou efeitos colaterais. Por enquanto, foram aplicadas cerca de 2,5 milhões de doses, número muito abaixo dos 4 milhões previstos para o final de março. Dos 30 mil casos de infecções pelo coronavírus acumulados desde o início da pandemia na Austrália, a maioria foi ocasionada por falhas nos centros de quarentena para viajantes internacionais na cidade de Melbourne.