Azerbaijão x Armênia: Novos combates são registrados em Nagorno-Karabakh

As autoridades militares locais estimam que mais de 4 mil soldados das tropas do Azerbaijão morreram desde o início das ações militares, em 27 de setembro

  • Por Jovem Pan
  • 08/10/2020 12h21 - Atualizado em 08/10/2020 12h24
EFE/EPA/DAVID GHAHRAMANYAN / NKR INFOCENTER / PAN PHOTOAzerbaijão e Armênia estão em conflito por causa do território Nagorno-Karabakh

A guerra entre Azerbaijão e Armênia parece não ter fim. O enclave separatista de Nagorno-Karabakh foi palco nesta quinta-feira, 8, de novos combates no norte e no sul da região, nos quais, segundo o Ministério da Defesa da autoproclamada república, as forças locais travam os ataques inimigos. “Durante a noite, a situação estava tensa, mas estável. A situação tático-operacional não sofreu mudanças significativas”, disseram as autoridades de Karabakh. As autoridades militares locais estimam que mais de 4 mil soldados das tropas do Azerbaijão morreram desde o início das ações militares, em 27 de setembro. Eles também colocaram o número de mortos nas fileiras de Karabakh em 350, com 30 deles nas últimas 24 horas.

O Azerbaijão, por sua vez, que não informa suas baixas militares, disse que as forças armênias bombardearam hoje várias cidades fora da área do conflito e deixaram “mortos e feridos” entre a população civil, mas não divulgou um número exato. Já o primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, encorajou os militares em Nagorno-Karabakh a confiar “que temos força para resistir até o fim e não deixar esse problema para as próximas gerações”.

O chefe do governo armênio afirmou que ele e as autoridades de Yerevan estão fazendo “todo o possível” para que os sacrifícios do povo de Karabakh não sejam em vão. Além disso, por proposta de Pashinyan, o presidente da Armênia, Armen Sarkissian, demitiu o diretor do Serviço de Segurança Nacional (SNS), Arguishti Karamian, que estava no cargo há apenas quatro meses. Nikol Pashinyan não explicou as razões para a substituição de Karamian, o terceiro diretor do SNS desde que assumiu o governo, há dois anos.

*Com informações da Agência EFE