Biden diz que impactos do furacão Ida nos EUA são reflexos da crise climática

Presidente norte-americano afirmou que vai visitar estado da Louisiana, mais afetado pelo furacão, nesta sexta-feira, 3

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2021 14h06
EFE/EPA/TASOS KATOPODISPresidente falou sobre impactos do Ida no país em pronunciamento nesta quinta

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez pronunciamento à nação nesta quinta-feira, 2, para falar sobre os impactos do furacão Ida, quinto maior da história do país, que tocou o solo norte-americano no último domingo, 29, e desde então deixou mais de sete mortos e mais de um milhão de pessoas sem energia elétrica na região sul. Ele afirmou que a presidência monitora os danos causados pelo Ida de perto e disse que irá até o estado mais afetado, Louisiana, nesta sexta-feira, 3, a convite do governador John Bel Edwards, para visitar prefeitos e administradores locais. “Fui encorajado pelo governador, que disse que minha visita não iria interromper qualquer trabalho de busca”, disse Biden. Ele ressaltou dados de ajuda humanitária enviada pela Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) para afirmar que o governo enviou o máximo de ajuda para a região.

Biden também falou sobre o deslocamento de mais de 4,4 mil bombeiros para controlar incêndios florestais na Califórnia e disse que o número de mortos nas enchentes registradas em Nova York e Nova Jersey nesta quinta-feira (em um reflexo do furacão Ida) foi de 11 pessoas. Com ocorrências de enchentes em estados vizinhos, a estimativa é de que pelo menos 18 tenham morrido em todo o nordeste do país. Ele usou os dados para mandar um recado sobre o clima ao país: “Os últimos dias com o furacão Ida, os incêndios florestais no oeste e as enchentes sem precedentes em Nova York e Nova Jersey são outro lembrete de que essas tempestades extremas e a crise climática estão aqui. Precisamos agir. Quando o congresso voltar neste mês, vou pressionar para que eles votem no meu plano ‘Build Back Better’, que vai fazer investimentos históricos em infraestrutura elétrica, modernizar as nossas estradas, pontes, sistemas de abastecimento de água, esgoto e drenagem. Vai fazer as nossas estruturas elétricas e de transmissão ficarem mais resilientes às super tempestades e incêndios florestais”, afirmou, dizendo que a situação atual não tem relação nenhuma com a política. “Esse é um dos maiores desafios dos nossos tempos, mas estou confiante de que vamos conseguir. Somos os Estados Unidos da América e não há nada além da nossa capacidade quando estamos juintos”, pontuou.

Entre as medidas anunciadas pelo governo para tentar restabelecer a normalidade nos estados mais afetados pelo Ida estão a utilização de drones públicos e imagens de satélite atualizadas do Pentágono para encontrar com mais facilidade as linhas de transmissão elétrica afetadas. O governo também teria entrado em contato com empresas fornecedoras de gás para tentar melhorar o estabelecimento do recurso sem custos adicionais e com as empresas de telefonia para que elas se unissem permitindo sinal para qualquer operadora. “Pense nos filhos e mães que estão tentando se conectar tomados por medo de que algo possa ter acontecido e não conseguem simplesmente porque o sinal telefônico deles não está funcionando. Pense nas milhões de pessoas que estão tentando pedir ajuda. Isso é importante e é crítico”, disse. O presidente também mandou um recado às empresas de seguro e pediu que elas não burocratizassem os pagamentos para os que são beneficiários.

Mais de um milhão de pessoas continuam sem energia elétrica no país por causa dos danos causados às linhas de transmissão. No Mississippi, duas pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas após uma estrada desabar por causa da força da água. Na Louisiana, duas pessoas também morreram por quedas de árvore e enchentes. No Alabama, dois funcionários de uma empresa de energia que tentavam restabelecer o fornecimento na região foram a óbito e em Nova Orleans, uma pessoa morreu por intoxicação de monóxido de carbono de um gerador. A potência das tempestades na região foi tão forte que chegou a mudar momentaneamente o curso do Rio Mississippi.