Eleições nos EUA: Biden quer mais proteção para venezuelanos e cubanos

O candidato à presidência pelo Partido Democrata disse que reverterá políticas do presidente Donald Trump que considera ‘danosas’ para os cubanos

  • Por Jovem Pan
  • 03/09/2020 10h30
EFE/EPA/JIM LO SCALZOJoe Biden é candidato à presidência dos EUA

O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na última quarta-feira, 2, que, se for eleito, concederá aos imigrantes venezuelanos o “status de proteção temporário” (TPS, na sigla em inglês) e reverterá políticas do presidente Donald Trump que considera “danosas” para os cubanos. Biden disse, em entrevista ao canal “NBC”, que a política de Trump em relação à Venezuela “é um fracasso abjeto” e criticou o mandatário por “se negar a ampliar” o TPS aos venezuelanos, “o que agrava as condições em que eles se encontram”. Na opinião dele, o presidente Nicolás Maduro”se fortaleceu” desde que Donald Trump chegou ao poder. “O povo venezuelano está pior, vive uma das piores crises humanitárias do mundo e o país não está mais próximo de eleições livres”, lamentou o democrata.

Para o ex-vice-presidente americano, o enfoque “incoerente” de Trump está alienando parceiros internacionais, prejudicando a causa da democracia e sua política não conseguiu aliviar o sofrimento dos milhões de venezuelanos. O governo de Trump, o primeiro a reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, impôs sanções contra o governo de Maduro, seus parentes e colaboradores políticos mais próximos.

Sobre as políticas em relação a Cuba, Biden disse que irá “reverter as políticas falidas de Trump que causaram dano aos cubanos e suas famílias”. “(Trump) não fez nada para promover a democracia e os direitos humanos, pelo contrário. A repressão contra os cubanos por parte do regime piorou com Trump. Meu plano é seguir uma política que promova os interesses e empodere o povo cubano para que determine seu próprio futuro”, expressou o democrata, que também prometeu reverter a recente decisão de Trump de limitar as remessas de dinheiro das famílias cubanas.

*Com informações da Agência EFE