Campanha presidencial no México chega ao fim com duas mulheres como favoritas

Mexicanos vão às urnas neste domingo (2) escolher o novo presidente; Claudia Sheinbaum e Xochitl Gálvez estão à frente nas pesquisas

  • Por Jovem Pan
  • 29/05/2024 23h05
EFE/Carlos López candidatas à presidência do México (1) Claudia Sheinbaum e a oposição Xóchitl Gálvez durante sua participação em diversos eventos políticos

O México encerrou nesta quarta-feira (29) uma longa e cansativa campanha presidencial com comícios massivos das principais candidatas e o foco sobre a governista Claudia Sheinbaum, que garantiu que fará “história” quando seu favoritismo for confirmado nas urnas. “Neste 2 de junho, mais uma vez, vamos fazer história”, disse a esquerdista Sheinbaum, ex-prefeita da Cidade do México em um discurso de fechamento de campanha no Zócalo, a principal praça pública do país. “Que vamos vencer, vamos vencer”, afirmou a candidata de 61 anos, que tem 17 pontos de vantagem sobre Gálvez para ser a sucessora do popular mandatário Andrés Manuel López Obrador, segundo uma média de pesquisas realizadas pelo instituto Oraculus. O outro candidato na disputa é o ex-deputado centrista Jorge Álvarez Máynez, terceiro colocado nas intenções de voto. Sheinbaum reiterou que dará continuidade aos programas sociais nos quais o presidente baseia sua popularidade, de 66%, bem como em sua polêmica estratégia de atacar a violência do narcotráfico pela raiz, que ao seu entender são a pobreza e a marginalização.

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Enquanto isso, em um coliseu na próspera cidade industrial de Monterrey, Xochitl Gálvez, senadora e empresária de raízes indígenas, fechava sua campanha diante de uma multidão. A congressista, que representa uma coalizão dos partidos tradicionais PRI, PAN e PRD, planeja mais tarde aparecer em Tepatepec, sua cidade natal no estado central de Hidalgo, para um “encontro com cidadãos”. Já o centrista Jorge Álvarez Máynez (Movimento Cidadão) encerrava sua campanha com um comício em um auditório central da capital mexicana. Foram quase 90 dias de eventos oficiais, marcados pelo assassinato de candidatos a cargos locais e trocas de farpas entre a esquerdista Sheinbaum e Gálvez.

Segundo o governo, desde o início do processo eleitoral, em setembro de 2023, foram assassinados 22 candidatos. A organização Data Cívica, no entanto, contabiliza 30 vítimas fatais. O balanço aumentou na terça-feira com o assassinato de um candidato a prefeito no estado de Morelos. Quase 100 milhões de mexicanos – de uma população de 129 milhões – estão registrados para votar na eleição de turno único, vencida por maioria simples. Não há reeleição no México. Pouco mais de 20 mil cargos, incluindo as cadeiras no Congresso e nove de 32 governadores, estão em disputa. Mais de 27 mil militares e agentes da Guarda Nacional serão mobilizados para garantir a segurança das eleições, anunciou o governo.

*Com informações da AFP

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