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Chefe da OMS pede que Israel detenha as mortes pela fome em Gaza

Tedros Adhanom declara que essa 'é uma catástrofe que Israel poderia ter evitado e poderia deter a qualquer momento'

Nicolas Robert

Segundo Tedros Adhanom, 'pelo menos 370 pessoas morreram de desnutrição em Gaza, das quais 300 nos últimos dois meses'
Segundo Tedros Adhanom, 'pelo menos 370 pessoas morreram de desnutrição em Gaza, das quais 300 nos últimos dois meses' EFE/EPA/HAITHAM IMAD

O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu a Israel, nesta sexta-feira (5), a deter a “catástrofe” das pessoas que estão morrendo de fome em Gaza, onde pelo menos 370 pessoas perderam a vida, vítimas da desnutrição, desde o início da guerra. “Esta é uma catástrofe que Israel poderia ter evitado e poderia deter a qualquer momento”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus a jornalistas na sede da OMS, em Genebra, enfatizando que “a fome de civis como método de guerra é um crime de guerra e nunca pode ser tolerado”.

O funcionário lembrou que a ONU declarou, em 22 de agosto, estado de fome extrema em algumas regiões da Faixa de Gaza. Já Israel afirma que não “há fome” no território palestino e acusou o grupo terrorista Hamas de saquear a ajuda. Segundo Tedros Adhanom, desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023, “pelo menos 370 pessoas morreram de desnutrição em Gaza, das quais 300 nos últimos dois meses”.

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O Ministério da Saúde do Hamas, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU, afirmou, nesta sexta-feira, que os hospitais da Faixa de Gaza “registraram, nas últimas 24 horas, três novas mortes” por desnutrição, “elevando o número total de mortos para 373, entre eles 134 crianças”. Após proibir, em março, a entrada de ajuda humanitária em Gaza, Israel voltou a autorizá-la em maio, embora as agências humanitárias a considerem muito insuficiente. “As pessoas estão morrendo de fome enquanto os alimentos que poderiam salvá-las estão em caminhões próximos”, lamentou o diretor da OMS, afirmando que “matar os habitantes de Gaza de fome não tornará Israel mais seguro e não facilitará a libertação dos reféns”.

*Com informações da AFP

Publicado por Nícolas Robert

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