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China convoca países para apoiar plano de paz na Ucrânia feito com o Brasil

Acordo pacífico, divulgado no início do ano, pede a realização de uma conferência entre o governo ucraniano e a russo, com a paralisação da expansão de territórios na batalha

Felipe Cerqueira

A China convocou mais países para endossar seu plano de paz para a Ucrânia elaborado em conjunto com o Brasil. Li Hui, enviado especial da China para assuntos da Eurásia, se reuniu com representantes brasileiros, além de diplomatas da Indonésia e de África do Sul, e disse que tais países são “forças importantes na promoção da paz mundial” que compartilham posições semelhantes com a China. “São nações que mantiveram comunicação com a Rússia e a Ucrânia e permanecem comprometidos com uma solução política para a crise por meio do diálogo e da negociação”, afirmou Li, nesta terça-feira (27). O plano de paz chinês e brasileiro, que foi divulgado no início do ano, pede a realização de uma conferência de paz entre a Ucrânia e a Rússia, com a paralisação da expansão de territórios na batalha.

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Na cúpula para resolução do conflito realizada na Suíça em junho, a China optou por não comparecer. Inicialmente, o presidente ucraniano Volodmir Zelenski disse que os chineses haviam pressionado outros países a não participarem do encontro. Mas, desde então, a Ucrânia reconheceu o papel da China em um processo de paz, dada sua estreita relação com a Rússia. O ministro das Relações Exteriores ucraniano inclusive foi à China em julho. Em agosto, a Ucrânia abriu uma nova frente na guerra ao atacar a região russa de Kursk.

Zelenski disse que o objetivo era criar uma zona de proteção contra novos ataques. Ao comentar a incursão, Li criticou o apoio ocidental à Ucrânia. Já os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) consideram que a China é uma facilitadora da Rússia na guerra. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, já afirmou que a China fornece equipamentos e ferramentas que “permitem que a Rússia construa mísseis, bombas, aeronaves e armas para atacar a Ucrânia”.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Marcelo Bamonte

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