Confronto na fronteira da Colômbia com a Venezuela deixa cinco mortos em 48 horas

Região é palco de violência por parte da ELN e dissidentes das Farc; Iván Duque culpa Venezuela

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2022 13h24 - Atualizado em 24/01/2022 13h25
Alexandre Guzanshe/Códifo 13/Estadão Conteúdo - 17/02/2009 Uma série de balas de metralhadora apreendidas pela polícia são dispostas lado a lado em uma mesa Cinco pessoas foram assassinadas na região da fronteira

Cinco pessoas foram mortas em dois dias no nordeste da Colômbia, na fronteira com a Venezuela, durante um confronto entre dissidentes da ex-guerrilha das Farc e rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN). Segundo a polícia local, duas pessoas foram executadas no domingo, 23 ,e outras três no sábado, em vários municípios do departamento de Arauca. Uma das vítimas foi morta na madrugada de domingo por homens armados. No meio da manhã, um homem foi morto nas mesmas circunstâncias, no centro do município vizinho de Arauquita. Na véspera, em dois incidentes distintos, duas pessoas foram executadas no município de Saravena. Uma quinta pessoa foi assassinada no sábado em uma estrada rural entre a cidade de La Esmeralda e o município de Fortul.

Arauca é palco de um confronto sangrento entre ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, e dissidentes das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que romperam o acordo de paz de 2016. A violência na zona fronteiriça deixou quase 40 mortos desde o início do ano. A Colômbia culpa a Venezuela pelo ressurgimento da violência. Segundo o presidente Iván Duque, os grupos armados ilegais encontraram refúgio e proteção em terras venezuelanas, o que o governo de Nicolás Maduro nega. Ambos os países romperam  relações diplomáticas logo após a chegada de Duque ao poder, em agosto de 2018.

*Com informações da AFP