Covid-19: Reabertura de escolas é ‘momento complicado’ para Europa, alerta OMS

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há evidências crescentes de jovens infectando outras pessoas em aglomerações sociais

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2020 09h37 - Atualizado em 27/08/2020 09h37
EFE/EPA/FELIPE TRUEBAHans Kluge disse que autoridades nacionais devem melhorar suas estratégias de comunicação para transmitir suas mensagens sobre a pandemia aos jovens

A Europa está entrando em um “momento complicado” com o novo ano letivo e, embora as salas de aula não tenham desempenhado um papel importante na disseminação da Covid-19, há evidências crescentes de jovens infectando outras pessoas em aglomerações sociais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (27). Pessoas mais velhas têm de se proteger com a vacina contra a gripe conforme o inverno se aproxima no Hemisfério Norte, uma temporada de mortalidade mais alta, disse o diretor regional para a Europa da OMS, Hans Kluge, em entrevista à imprensa. “Os mais jovens não vão necessariamente morrer disso, mas é um tornado com cauda longa. Em dado momento, os mais jovens, particularmente com a chegada do inverno, estarão em contato mais próximo com a população mais velha”, disse Kluge.

Esta não é a primeira vez que membros da OMS alertam para a disseminação do coronavírus pelos jovens. No fim de julho, a organização afirmou que os novos surtos da Covid-19 em países europeus poderia ter ligação com a população mais jovem, pedindo mais responsabilidade para este setor da população. Na ocasião, Hans Kluge disse que autoridades nacionais devem melhorar suas estratégias de comunicação para transmitir suas mensagens sobre a pandemia aos jovens. Nesta terça-feira, 25, a diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, também reforçou a preocupação, afirmando que os jovens estão impulsionando a disseminação da Covid-19 nas Américas. Etienne afirma que a grande maioria dos casos notificados de Covid-19 nas Américas ocorreu entre pessoas de 19 a 59 anos, mas que quase 70% das mortes foram entre indivíduos com 60 anos ou mais. “Isso indica que os jovens estão, principalmente, impulsionando a propagação da doença em nossa região”, alertou.

*Com Agência Brasil