Criança de três anos está entre norte-americanos deixados para trás no Afeganistão, diz jornal

Últimas tropas saíram do país da Ásia Central nesta segunda-feira, 30; de acordo com canal de TV, família do garoto tentou ir até aeroporto de Cabul, mas não conseguiu

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2021 16h18 - Atualizado em 31/08/2021 16h49
EFE/EPA/STRINGERFamília de menino de três anos teria sido interceptada por soldados talibãs antes de chegar ao aeroporto

Um menino de três anos natural da cidade de Sacramento, capital da Califórnia, está entre os mais de 100 cidadãos norte-americanos que não conseguiram ser evacuados do Afeganistão após a retomada do poder por parte do Talibã e foram “deixados para trás” pelas tropas dos Estados Unidos, que finalizaram a operação de retirada do país nesta segunda-feira, 30. De acordo com o canal de TV ABC 7 San Francisco, o menino, que não teve identidade revelada por motivos de segurança, estava acompanhado dos pais, que também são cidadãos norte-americanos. O advogado especializado em veteranos James Brown tenta fazer a retirada da família do país desde o último domingo, 29, e afirmou que foi informado sobre a situação deles após a ligação de um cliente. Ele contatou a Casa Branca, a Secretaria de Defesa e a de Estado do país em busca de ajuda para o grupo.

Segundo ele, a congressista Jackie Speier escreveu uma carta destinada ao governo pedindo a retirada imediata da família, que foi até o aeroporto, mas terminou sendo agredida por membros do Talibã em um dos pontos de bloqueios do grupo. “Eles foram alvos de agressões físicas no portão do aeroporto e foram enviados de volta”, narrou o advogado ao canal norte-americano. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, confirmou ainda na segunda-feira, 30, que um grupo de cidadãos foi deixado no país. “Ainda temos um pequeno número de americanos, menos de 200, algo em torno de 100, que continuam no Afeganistão e querem sair. Estamos tentando determinar exatamente quantos eles são e faremos o possível para ajudá-los”, afirmou. A ajuda aos que foram deixados para trás, porém, não foi detalhada pelo governo, que anunciou o fechamento da embaixada dos EUA em Cabul e disse que todos os diplomatas do local seriam transferidos para o Catar.