Eleição do Peru: resultado do primeiro turno deverá sair em meados de maio

Keiko Fujimori lidera, enquanto Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga disputam outra vaga para o segundo turno

  • Por AFP
  • 18/04/2026 17h40
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LUIS ROBAYO / AFP Pessoas aguardam em fila do lado de fora de uma seção eleitoral em Lima, em 12 de abril de 2026, durante as eleições gerais. Os peruanos elegerão um novo presidente entre um número recorde de 35 candidatos para liderar um país assolado pelo crime organizado e pela instabilidade política crônica. As eleições presidenciais foram marcadas por problemas logísticos que atrasaram a abertura de seções eleitorais

Uma funcionária da autoridade eleitoral do Peru informou neste sábado (18) que o resultado do primeiro turno da eleição presidencial será conhecido em meados de maio devido à lentidão da apuração e à análise de milhares de atas eleitorais.

Com 93,4% das atas contabilizadas, os resultados parciais da eleição de 12 de abril apontam como favorita para o segundo turno a direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos.

O esquerdista radical Roberto Sánchez (12%) e o ultraconservador Rafael López Aliaga (11,9%) disputam voto a voto uma vaga no segundo turno. A diferença entre ambos aumentou ligeiramente neste sábado, mas ainda é mínima: 13.600 votos.

“Nós prevemos, por volta da metade de maio, ter pelo menos os resultados presidenciais, que é o que precisamos para determinar o segundo turno”, disse Yessica Clavijo, secretária-geral do Jurado Nacional de Eleições, à rádio RPP.

A funcionária relacionou a lentidão da apuração ao processo de revisão de mais de 15 mil atas contestadas.

Segundo Clavijo, 30% dessas atas correspondem à eleição presidencial e o restante à votação de deputados e senadores.

López Aliaga, ex-prefeito de Lima, é o candidato mais crítico do processo e pede sua “nulidade absoluta” após falar em “fraude eleitoral”. Ele ofereceu recompensas de US$ 5.800 (equivalente a R$ 28.800) para quem enviar provas de irregularidades.

O ultraconservador convocou seus apoiadores para uma marcha no domingo (19).

As eleições presidenciais de 12 de abril foram marcadas por problemas na distribuição de urnas e cédulas de votação, o que atrasou a abertura da jornada em vários centros eleitorais em Lima.

A autoridade eleitoral teve que estender a votação até segunda-feira (13) para mais de 50 mil peruanos que ficaram sem votar em 13 locais que não abriram.

Promotores e policiais intervieram nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, responsável pela organização do pleito. O chefe do órgão, Piero Corvetto, foi denunciado pelo Jurado Nacional de Eleições, com mais outros três funcionários, por supostos crimes contra o sufrágio.

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