Empresas dos EUA cortam doações políticas após invasão ao Capitólio

Gigantes de tecnologia como Google, Facebook e Microsoft, além dos bancos Citibank, Goldman Sachs e JPMorgan, deixarão de destinar dinheiro aos chamados “comitês de ação política”

  • Por Bárbara Ligero
  • 11/01/2021 18h05 - Atualizado em 11/01/2021 18h05
EFE/EPA/SHAWN THEWDepois da invasão o dia 6, o Capitólio foi cercado por grades como medida de segurança

Empresas dos Estados Unidos como Google, Facebook, Microsoft, Marriott, Airbnb, Citibank, Goldman Sachs e JPMorgan suspenderam as suas doações para os Comitês de Ação Polícia (PAC, na sigla em inglês). As organizações, que não possuem vínculo com nenhum partido, têm como objetivo arrecadar fundos para campanhas políticas a favor ou contra qualquer candidato ou iniciativa, sem limite para a quantidade de fundos que podem coletar e usar para influenciar o resultado de uma eleição, por exemplo. Todas as companhias citaram a invasão do Capitólio por apoiadores do presidente Donald Trump no último dia 6 como uma das justificativas para essa decisão.

Procurado pela Jovem Pan, o Google afirmou através de um porta-voz: “Paralisamos todas as contribuições políticas do NetPAC enquanto revisamos e reavaliamos as diretrizes desse comitê em função dos eventos preocupantes da semana passada”. De acordo com o site norte-americano CNet, o Facebook pretende interromper suas contribuições para o PAC pelo menos até o final do trimestre, enquanto “revisa as suas políticas”. Já a Microsoft disse que o seu comitê de ação política decidiu na última sexta-feira, 8, não fazer “nenhuma doação política antes de avaliar as implicações dos eventos da semana passada”.

O discurso se repete entre outras empresas que não são do ramo da tecnologia. Em comunicado, a rede de hotéis Marriott escreveu: “Levamos os eventos destrutivos do Capitólio para minar uma eleição legítima e justa em consideração e estaremos interrompendo doações políticas de nosso comitê de ação política para aqueles que votaram contra a certificação da eleição”. Afirmação igualmente forte foi feita em comunicado pela diretora administrativa do banco Citibank, Candi Wolff, que disse: “Nós queremos ter certeza que não iremos apoiar candidatos que não respeitam a lei”.