EUA dizem ter matado dois supostos narcotraficantes em primeiro ataque a lancha no Pacífico

Anúncio foi realizado pelo chefe do Pentágono, Peter Hegseth, e acompanhado de um vídeo a cores no qual se vê uma lancha em alta velocidade em alto-mar, até ser totalmente destruída

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2025 17h29
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Reprodução/X@PeteHegseth ataque embarcações eua Chefe do Pentágono dos EUA, Pete Hegseth, compartilhar ataque a lancha ligada ao narcotráfico

Forças militares dos Estados Unidos realizaram um ataque contra uma suposta lancha do narcotráfico em águas do Pacífico, com um balanço de dois mortos, anunciou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em postagem no X nesta quarta-feira (22). “Havia dois narcoterroristas a bordo da embarcação durante o ataque, que foi realizado em águas internacionais. Ambos os terroristas foram mortos e nenhuma força americana ficou ferida neste ataque”, que ocorreu na terça-feira, disse Hegseth. A mensagem de Hegseth foi acompanhada de um vídeo a cores no qual se vê uma lancha em alta velocidade em alto-mar, até ser totalmente destruída.

Este é o primeiro ataque do tipo no oceano Pacífico desde que Washington iniciou, em 2 de setembro, sua campanha de ataques a embarcações, sem precedentes na região. O incidente seria, pelo menos, o oitavo deste tipo, com um total de 34 mortos até o momento. Todas as embarcações, com exceção desta no Pacífico, foram atacadas em águas do Caribe.

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O governo Trump, que fez da luta contra o crime organizado um de seus principais objetivos, alega que pode realizar estes ataques, visto que declarou os cartéis de traficantes de drogas como organizações “terroristas” em decretos presidenciais emitidos há meses. “Assim como a Al Qaeda travou uma guerra contra nossa pátria, esses cartéis estão travando uma guerra contra nossa fronteira e nosso povo. Não haverá refúgio, nem perdão, apenas justiça”, escreveu Hegseth.

Os Estados Unidos se declaram, portanto, em “conflito armado” com um inimigo que não tem Estado, nem território definido. Os críticos, incluindo governos da região como Venezuela e Colômbia, consideram que os EUA não apresentam provas de que estas lanchas transportam drogas. Tais embarcações não representam perigo para as forças navais destacadas no Caribe.

*Com informações da AFP
Publicado por Sarah Paula

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