EUA impõem sanções contra agentes de Maduro que bloquearam ajuda humanitária

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2019 14h49 - Atualizado em 01/03/2019 14h59
EFESanções podem ser revertidas caso agentes 'mudem de lado'

Os Estados Unidos decidiram impôr sancões contra seis integrantes do governo de Nicolás Maduro, cuja gestão é considerada ilegítima pelo governo americano. A acusação é de que o grupo está ligado à obstrução das entregas de ajuda humanitária na fronteira da Venezuela.

No dia 23 de fevereiro, por determinação de Maduro, a fronteira com o Brasil foi fechada para impedir a entrada de comida, medicamentos e itens de higiene enviados pelos governo brasileiro.

Segundo a gestão Trump, a atuação do regime de Maduro exacerba uma crise humanitária que deixa milhões com fome e sem acesso a cuidados de saúde.
Os americanos afirmam que as sanções não são permanentes e a decisão pode ser revertida caso os alvos tomem medidas para restaurar a ordem democrática e se colocarem contra os abusos de Maduro.

As sanções implicam que todas as propriedades ou ativos dessas pessoas nos Estados Unidos fiquem bloqueadas e devem ser reportadas ao Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros

A autoridades atingidas pelas sanções são o major-general Richard Jesús López, comandante da Guarda Nacional Bolivariana; Jesus Maria Mantilla Oliveros (Mantilla), também major-general e Comandante da Região de Guayana; Alberto Mirtiliano Bermúdez Valderrey, general de divisão no Estado de Bolívar, que faz fronteira com o Brasil; José Leonardo Noroño Torres, comandante de divisão do Estado de Táchira; José Miguel Domínguez Ramírez, comissário-chefe das Forças Armadas em Táchira; e Cristhiam Abelardo Morales Zambrano, coronel. Todas as propriedades e interesses desses indivíduos ou de entidades deles, direta ou indiretamente, em que tenham 50% ou mais de participação e estejam nos EUA serão bloqueadas, com a sanção.

O governo americano não reconhece mais Maduro e afirma que o líder oposicionista Juan Guaidó é o presidente interino do país, neste momento.

*Com informações do Estadão Conteúdo