EUA retiram porta-aviões do Oriente Médio em meio à tensão com o Irã
O Pentágono anunciou nesta quinta-feira, 31, a retirada do único porta-aviões da Marinha que ainda estava deslocado no Oriente Médio, medida que provocou dúvidas entre alguns observadores, uma vez que foi tomada em meio à escalada de tensões com o Irã. A decisão chega em um momento que Washington teme que Teerã possa lançar um ataque contra alvos americanos no Iraque ou em outro ponto da região, com a proximidade do aniversário do ataque que matou o comandante da Força Quds iraniana, Qasem Soleimani. O evento completa um ano no dia 3 de janeiro. O secretário interino de Defesa dos EUA, Chris Miller, não mencionou o país asiático ao anunciar, em comunicado, a retirada do USS Nimitz, que estava há quase dez meses no Oriente Médio. “O secretário aprecia o trabalho árduo, o compromisso e a flexibilidade dos mais de 5 mil marinheiros e fuzileiros do grupo do porta-aviões Nimitz, que prestaram apoio aéreo às operações de combate ao terrorismo no Iraque e no Afeganistão”, disse o porta-voz de Miller, Jonathan Rath Hoffman.
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O porta-aviões também serviu de apoio às tropas americanas na Somália, e tinha como previsão de fim da missão para este mês. No entanto, o prazo foi ampliado em algumas semanas, justamente, devido as tensões com o Irã. A decisão de enviar o USS Nimitz de volta para a costa oeste dos EUA acontece um dia depois que um grupo de bombardeiros B-52 da Força Aérea voou diretamente do país para o Golfo Pérsico, em uma tentativa de impedir o Irã de lançar qualquer ataque contra os alvos americanos. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu que havia recebido informação de “rumores de ataques adicionais contra americanos no Iraque”. O chefe de governo garantiu que, em caso de morte de algum cidadão americano, consideraria o Irã “responsável”.
*Com informações da EFE
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Eliseu Caetano
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