Ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi formará governo de emergência na Itália

Para que o Parlamento o confirme como novo primeiro-ministro, o economista deverá buscar respaldo entre o centro e a esquerda, já que a extrema-direita e o Movimento Cinco Estrelas anunciaram que não o apoiarão

  • Por Jovem Pan
  • 03/02/2021 18h13 - Atualizado em 03/02/2021 18h14
EFE/ Angelo CarconiMario Draghi tem muito prestígio entre os italianos e já foi presidente do Banco Central Europeu

O ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, anunciou nesta quarta-feira, 3, que aceitará a incumbência de formar um governo de emergência na Itália, atendendo assim o pedido do presidente Sergio Mattarella. Apesar de ser muito prestigiado pela população italiana, Draghi deve encontrar dificuldades para ser aprovado pelo Parlamento, visto que o Movimento Cinco Estrelas e os partidos de extrema-direita já afirmaram que não o apoiarão. Um dos líderes desse espectro político, Mario Salvini, anunciou publicamente que preferia que fossem realizadas novas eleições. Por outro lado, Draghi provavelmente terá ao seu lado o Partido Democrata (PD), de centro-esquerda; o Itália Viva, de centro; e o Força Itália, do conservador Silvio Berlusconi. Em breve, o economista deve começar a formar uma equipe de ministros e buscar apoio entre os partidos. Caso obtenha o respaldo necessário, sua próxima etapa é fazer o juramento do cargo frente ao presidente da Itália e aguardar que o Parlamento finalmente o confirme como novo primeiro-ministro.

O ex-primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, renunciou no dia 26 de janeiro. Ele foi forçado a tomar essa atitude diante da certeza de que não obteria o apoio necessário para enfrentar as próximas nomeações no Parlamento, incluindo a do ministro da Justiça, Alfonso Bonafede. Diante dessa situação, o presidente Sergio Mattarella começou a buscar soluções para a crise política e optou por indicar Mario Draghi para formar um novo governo em caráter emergencial, apesar de muitos políticos defenderem a realização de eleições.

*Com informações da EFE