França quer 25 mil voluntários para testar vacinas contra o coronavírus

Os voluntários selecionados receberão vacina ou placebo e serão submetidos a acompanhamento personalizado após o teste para estudar, avaliar e prevenir efeitos colaterais que possam surgir posteriormente

  • Por Jovem Pan
  • 01/10/2020 11h02
EFE/EPA/WU HONGDiversas vacinas contra a Covid-19 estão sendo testadas

O Inserm, órgão público da França especializado em pesquisa médica, lançou uma petição nesta quinta-feira, 1º, para reunir 25 mil voluntários para testar diferentes projetos de vacinas contra o novo coronavírus. “Podem participar nestes ensaios todas as pessoas com mais de 18 anos, incluindo os idosos”, explicou a responsável pela coordenação da campanha de recrutamento de voluntários em França, Odile Launay, em declarações à emissora “France Info”. Mesmo aqueles com vários problemas de saúde – coração, pulmão ou diabetes – que comprovadamente levam a complicações com a Covid-19 e aumentam o risco de morte, são elegíveis para o teste. Apenas aqueles que estão gravemente doentes ou que fazem determinados tratamentos, como imunossupressores são excluídos, explicam os organizadores na plataforma on-line que foi ativada na internet para poderem se inscrever.

Em seu site, (covireivac.fr) afirmam que os testes serão realizados em ambiente seguro e “sob supervisão médica”. Os voluntários selecionados receberão vacina ou placebo e serão submetidos a acompanhamento personalizado após o teste para estudar, avaliar e prevenir efeitos colaterais que possam surgir posteriormente. A este respeito, eles garantem que esses efeitos indesejáveis, como vermelhidão, inchaço, endurecimento ou dor na área da injeção “são benignos na grande maioria dos casos e desaparecem espontaneamente em alguns dias.

As graves “são mais raras”. Estima-se que as reações alérgicas a antígenos e outros componentes da vacina ocorram em um caso para cada 1,3 milhão de vacinações e ocorram menos de uma hora após a injeção. Launay destacou que é um projeto em benefício de toda a população e principalmente das pessoas mais fragilizadas e suscetíveis de serem as mais afetadas pela epidemia. Os responsáveis pela plataforma indicam que não um, mas vários projetos de vacinas serão testados, sem especificar quais. Em todo o caso, insistem que “com uma procura global, é necessário multiplicar os esforços para permitir o acesso a vacinas adaptadas a todos” e que “a vacinação ajudará a combater a epidemia de forma eficaz e duradoura”.

*Com informações da EFE