G-7 reitera compromisso em ajudar países mais pobres e faz autocrítica

Os representantes das sete economias avançadas também ressaltam que o projeto de alívio de dívidas não tem contado com a participação voluntária de credores privados

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2020 12h02
Ian Langsdon/EFEO G-7 é o grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo

Os ministros de finanças do G-7 divulgaram nesta sexta-feira, 25, um comunicado conjunto em que reforçam o compromisso em ajudar os países mais pobres durante a pandemia da Covid-19. No documento, o grupo comunica que a iniciativa do G-20 de suspensão temporária do pagamento de dívidas, conhecida como DSSI, já liberou 5 bilhões de dólares em espaço fiscal e beneficiou 43 países de baixa renda. “Os credores bilaterais oficiais do G-20 e do Clube de Paris continuam a coordenar estreitamente para fornecer alívio total e transparente no âmbito do DSSI”, destaca a nota. Segundo os ministros, no entanto, a implementação do programa tem enfrentado algumas falhas. “Lamentamos profundamente a decisão de alguns países de classificar grandes instituições financeiras estatais e controladas pelo governo como credores comerciais e não como credores bilaterais oficiais”, explicam.

Os representantes das sete economias avançadas também ressaltam que o projeto de alívio de dívidas não tem contado com a participação voluntária de credores privados. “Reiteramos nosso apelo para que os credores privados implementem o DSSI de forma voluntária quando solicitado pelos mutuários elegíveis”, disse. O grupo reconhece ainda que, para alguns países, a moratória não será suficiente. “Neste contexto, apoiamos o desenvolvimento de uma estrutura comum para futuros tratamentos da dívida além do DSSI, a ser acordado pelo G-20 e pelo Clube de Paris na reunião de outubro dos Ministros das Finanças e presidente dos Bancos Centrais do G20”, pontua.

Os ministros pedem para que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliem, de forma regular, as necessidades enfrentadas por nações vulneráveis. “Elogiamos os esforços das instituições financeiras internacionais (IFIs) para aumentar rapidamente a assistência técnica e financeira a esses países”, saúdam.

*Com informações do Estadão Conteúdo