Haiti deve receber 80 toneladas de material de saúde do Médicos Sem Fronteiras

Ao todo, serão enviados dois aviões com material para atender pessoas e montar estruturas médicas junto a sistemas de água potável

  • Por Jovem Pan
  • 19/08/2021 18h11 - Atualizado em 19/08/2021 19h52
EFE/Ralph Tedy ErolMais de 2 mil pessoas morreram após terremoto no Haiti

A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou nesta quinta-feira, 19, que se prepara para enviar 80 toneladas de material de saúde ao Haiti, que foi atingido por um terremoto de magnitude 7.2 no sábado passado e registrou pelo menos 2.189 mortes e 12.268 pessoas feridas. A entrega do material é prevista para o próximo fim de semana e nos próximos dias a atividade de resposta do MSF deve se intensificar com mais pessoas de atuação em emergências, equipes médicas (incluindo traumatologistas) e especialistas em logística de água e saneamento, segundo indica comunicado da organização. A equipe de distribuição da ONG, que está em Bruxelas, na Bélgica, prepara o carregamento de ajuda humanitária que será levado em dois aviões, com material para montagem de estruturas médicas, sistemas de água potável para 30 mil pessoas, pelo menos, e material para o atendimento de até 30 mil pacientes.

De acordo com dados divulgados pela Defesa Civil do Haiti, cerca de 137 mil pessoas foram afetadas pela ocorrência do terremoto. De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, aproximadamente, 500 mil pessoas – o que representa 40% da população haitiana – precisam de algum tipo de ajuda humanitária de emergência. Além disso, quase 61 mil casas foram destruídas e outras 76 mil danificadas na mesma área, o que deixa milhares de pessoas desabrigadas. Hospitais, escolas e igrejas foram alguns dos lugares destruídos ou extremamente danificados. Após o terremoto, o Haiti ainda foi palco da passagem da tempestade tropical Grace, que provocou fortes chuvas e inundações, dificultando ainda mais o trabalho de apoio para os necessitados.

*Com informações da EFE