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Investigações sobre ataques de Israel contra Gaza devem ‘apresentar resultados’, defende ONU 

Porta-voz de Direitos Humanos das Nações Unidas, Thameen Al-Kheetan, declarou que o grande número de profissionais da imprensa mortos na Palestina 'levanta muitas perguntas' e que 'é preciso haver justiça'  

Victor Trovão

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Thameen Al-Kheetan
porta-voz do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Thameen Al-Kheetan Reprodução / ONU

A ONU insistiu nesta terça-feira (26) que Israel não deve apenas investigar as supostas mortes ilegais em Gaza, como o bombardeio de um hospital que matou 20 pessoas, incluindo jornalistas, mas também garantir que as investigações apresentem resultados. “É preciso haver justiça”, disse o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, Thameen Al-Kheetan. Ele acrescentou que o grande número de profissionais da imprensa mortos na guerra de Gaza “levanta muitas perguntas sobre os ataques a jornalistas”.

O porta-voz fez os comentários um dia após um bombardeio israelense contra o hospital Nasser na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, que deixou pelo menos 20 mortos, incluindo cinco jornalistas. “As autoridades israelenses anunciaram, no passado, investigações sobre tais assassinatos”, disse Kheetan. “É claro que é responsabilidade de Israel, como potência ocupante, investigar, mas estas investigações precisam apresentar resultados”, disse.

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“Ainda não vimos resultados, nem medidas de prestação de contas. Continuamos aguardando os resultados das investigações e exigimos responsabilização e justiça”, acrescentou. Kheetan afirmou que pelo menos 247 jornalistas palestinos morreram em Gaza desde que a guerra começou devido ao ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. “Os jornalistas são os olhos e ouvidos de todo o mundo e devem ser protegidos”, afirmou.

O número de jornalistas assassinados nesta segunda-feira no bombardeio israelense contra o Hospital Nasser, no sul de Gaza, aumentou para cinco, depois de um repórter independente, que trabalhou para diferentes meios, sucumbir às suas heranças. EFE/Ahmad Awad

O número de jornalistas assassinados na segunda-feira no bombardeio israelense contra o Hospital aumentou para cinco

*Com informações da AFP

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