Irã ameaça atacar alvos energéticos e ampliar confronto além da região contra EUA e aliados

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (7) via Telegram, o grupo paramilitar afirmou ter ampliado o alcance de seus ataques na chamada “onda 99” da operação denominada Promessa Verdadeira 4

  • 07/04/2026 07h52
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Foto por PUNIT PARANJPE / AFP Um barco de passageiros passa navegando pelo petroleiro Kashimasan, de bandeira indiana, atracado perto de um terminal de descarregamento na Ilha Butcher, na costa de Mumbai, em 1º de abril de 2026. O Ministério do Petróleo da Índia afirmou em 1º de abril que os preços do combustível de aviação doméstico subiriam, já que a guerra no Oriente Médio elevou os custos de energia, mas que isso havia protegido as companhias aéreas de um aumento esperado de 100%. Um barco de passageiros passa navegando pelo petroleiro Kashimasan, de bandeira indiana, atracado perto de um terminal de descarregamento na Ilha Butcher, na costa de Mumbai, em 1º de abril de 2026. O Ministério do Petróleo da Índia afirmou em 1º de abril que os preços do combustível de aviação doméstico subiriam, já que a guerra no Oriente Médio elevou os custos de energia, mas que isso havia protegido as companhias aéreas de um aumento esperado de 100%.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) elevou o tom contra os Estados Unidos e aliados ao alertar que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás por anos, além de levar a resposta “além da região” caso Washington “cruze as linhas vermelhas”.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira (7) via Telegram, o grupo paramilitar afirmou ter ampliado o alcance de seus ataques na chamada “onda 99” da operação denominada Promessa Verdadeira 4.

Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atingiram “bases e interesses dos EUA no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, além de centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados”, em resposta a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh. A ofensiva teria incluído mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.

Na primeira fase, o grupo afirma ter atingido complexos petroquímicos ligados a empresas americanas na Arábia Saudita, incluindo unidades associadas a ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah

O grupo também menciona o ataque a um navio porta-contêineres “ligado ao regime sionista” próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e diz que a posição do grupo de porta-aviões CVN-72 dos EUA, no Oceano Índico, foi alvo de mísseis de cruzeiro de longo alcance.

A Guarda afirmou que a destruição do navio serve como “alerta” a embarcações que cooperem com EUA e Israel e disse ter abandonado critérios de “contenção” adotados até então por boa vizinhança. Apesar disso, reiterou que não tem civis como alvo, embora prometa retaliar contra ataques a instalações civis iranianas.

O prazo concedido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã chegue a um acordo de cessar-fogo com os americanos se encerra às 21h (de Brasília) desta terça-feira.

*Estadão Conteúdo

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