Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz

As autoridades iranianas identificaram um navio como “MSC-FRANCESCA”, que disseram pertencer “ao regime sionista”, em referência a Israel

  • Por AFP
  • 22/04/2026 09h12
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Foto por GIUSEPPE CACACE / AFP Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz, uma hidrovia por onde passa um quinto da produção global de petróleo, em 23 de junho de 2025. Os militares dos EUA disseram que iniciariam um bloqueio a todos os portos iranianos em 13 de abril de 2026, após o colapso das negociações entre os lados em guerra no Paquistão, com o presidente dos EUA culpando a recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares. Foto de arquivo mostra navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta quarta-feira (22) que sua força naval interceptou dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e conduziu ambos para águas territoriais da República Islâmica.

“A força naval do Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica identificou e deteve esta manhã, no Estreito de Ormuz, dois navios infratores”, afirmou o exército ideológico em um comunicado.

“Os dois navios infratores (…) foram apreendidos pelo CGRI e conduzidos para a costa iraniana”, acrescenta a nota.

As autoridades iranianas identificaram um navio como “MSC-FRANCESCA”, que disseram pertencer “ao regime sionista”, em referência a Israel, e o outro como “EPAMINONDAS”, alegando que “alterava os sistemas de navegação e colocava em perigo a segurança marítima”.

A Guarda Revolucionária fez um alerta contra qualquer ação contrária às normas da República Islâmica no Estreito, “assim como contra qualquer atividade que prejudique a segurança da navegação” nesta via marítima.

Segundo Teerã, os navios devem receber uma autorização para sair ou entrar no Golfo pelo Estreito de Ormuz, uma rota pela qual, em tempos de paz, transita 20% das exportações mundiais de petróleo e gás, assim como outros produtos essenciais.

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