Irã exige fim da guerra e desbloqueio de ativos em resposta aos EUA

Porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baqai afirmou que Teerã não busca concessões dos Estados Unidos, mas apenas ‘os direitos legítimos do Irã’

  • Por AFP
  • 11/05/2026 06h33
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AFP Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa. Um homem iraniano fala ao celular enquanto caminha ao lado de uma enorme bandeira nacional pendurada acima de lojas em Teerã, em 6 de fevereiro de 2026. O Irã e os Estados Unidos iniciaram negociações em Omã em 6 de fevereiro, com Washington se recusando a descartar uma ação militar contra a república islâmica por sua repressão mortal a protestos em massa.

O Irã afirmou nesta segunda-feira (11) que, em sua resposta à última proposta dos Estados Unidos, pediu o fim da guerra em toda a região e a liberação de seus ativos congelados no exterior.

“Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, em uma entrevista coletiva semanal.

Ele destacou que as exigências do Irã incluíam “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou no domingo como “totalmente inaceitáveis” as condições do Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio, o que aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações.

“Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

 

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