Cessar-fogo entre Israel e Líbano é prorrogado por mais 45 dias

Pausa no conflito entre os dois países está em vigor desde 16 de abril 

  • Por Jovem Pan*
  • 15/05/2026 15h45 - Atualizado em 15/05/2026 16h06
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Foto por FADEL ITANI / AFP Uma bola de fogo se eleva do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um prédio no bairro de Bashoura, em Beirute, na madrugada de 18 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes em direção a Israel em resposta aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Uma bola de fogo se eleva do local de um ataque aéreo israelense que teve como alvo um prédio no bairro de Bashoura, em Beirute, na madrugada de 18 de março de 2026. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou foguetes em direção a Israel em resposta aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Foi prorrogado nesta sexta-feira (15) por mais 45 dias o cessar-fogo entre Líbano e Israel, em vigor desde o dia 17 de abril e prorogado no dia 23 de abril, anunciou o Departamento de Estado americano. O objetivo de cessar-fogo é permitir negociações em direção a um acordo permanente de segurança e paz. 

As hostilidades entre o Hezbollah e Israel reacenderam-se em 2 de março, quando o grupo abriu fogo em apoio ao Irã na guerra regional em curso. O cessar-fogo no Líbano surgiu paralelamente aos esforços de Washington para resolver seu conflito com Teerã, embora o Irã tenha solicitado que o Líbano fosse incluído em qualquer trégua mais ampla.

Cerca de 2.500 pessoas foram mortas no Líbano desde que Israel entrou na ofensiva após o ataque do Hezbollah em 2 de março, de acordo com as autoridades libanesas.

Mesmo com o cessar-fogo em vigor desde abril, o exército israelense continuou atacando alvos do Hezbollah no Líbano, causando a morte de pelo menos 400 pessoas, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais.

campanha de Israel no Líbano surgiu como um grande obstáculo para garantir um acordo de paz buscado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para encerrar a guerra contra o Irã que ele lançou com Israel no final de fevereiro, o que interrompeu o comércio global de energia, elevando os preços do petróleo e arriscando mais consequências econômicas.

*Com informações da agências internacionais

 

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