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Israel liberta mais 183 prisioneiros palestinos como parte do cessar-fogo

Após Hamas ter entregue três reféns israelenses neste sábado (9), libertação dos palestinos aconteceu em Jerusalém Oriental, na Cisjordânia; primeira fase do acordo prevê a entrega de 33 reféns, em troca de 1.900 palestinos

Victor Trovão

Palestinos são libertados e atendidos em hospital
Siete presos palestinos liberados por Israel son trasladados al hospital RAMALA, 08/02/2025.- Entre una multitud que rompe en aplausos, risas y lágrimas, el exprisionero palestino Fajri Barghouti y su hijo Shadi, recién liberado de la cárcel como parte del acuerdo de alto el fuego en Gaza entre Israel y Hamás, se funden en un abrazo. Cuando el grupo trata de alzar al anciano Fajri en volandas, se rompe en una expresión de dolor: ayer las fuerzas israelíes le dieron una paliza en su casa, en un acto de advertencia para prevenir celebraciones este sábado. Fajri Barghouti, mientras espera que su hijo Shadi, quien estuvo 23 años en prisiones de Israel, sea liberado. Barghouti mantuvo expresiones de dolor durante toda la espera. Activistas de la comisión de presos y expresos de Cisjordania ocupada, denunciaron que el viernes fue agredido y amenazado por soldados israelíes en su vivienda, quienes le advirtieron que no podría celebrar la liberación de su hijo. EFE/ Magda Gibelli

Neste sábado (8), Israel libertou 183 prisioneiros palestinos como parte do acordo de cessar-fogo para a Faixa de Gaza. Por outro lado, pela manhã, o Hamas soltou três reféns israelenses. Os palestinos foram recebidos em Jerusalém Oriental, Cisjordânia e Gaza.

De acordo com o Hamas, dos prisioneiros palestinos, 18 cumpriam penas de prisão perpétua, enquanto 54 tinham penas menores e 111 foram detidos em Gaza depois de 7 de outubro. No momento, Israel não explicou as acusações contra os outros 111 cidadãos.

Sete deles tiveram que ser internados no hospital, incluindo Jamal al-Tawil, um líder político do Hamas na Cisjordânia. O grupo extremista palestino fez críticas à “política de assassinato lento” aplicada, em sua opinião, nas prisões israelenses. O Clube dos Prisioneiros Palestinos disse que todos os prisioneiros libertados precisam de algum tipo de assistência médica devido à “brutalidade” que sofreram na prisão.

A libertação dos prisioneiros que retornaram a Gaza foi marcada pela incerteza sobre o destino de suas famílias, que sofreram com a dura ofensiva lançada por Israel após o ataque de 7 de outubro. “Como está minha família?”, um deles perguntou à multidão da janela do ônibus que o levava para Khan Yunis. “Eles ainda estão vivos?”, questionou, angustiado.

A troca deste sábado estava incerta até sexta-feira, após declarações surpreendentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, ao receber Netanyahu na Casa Branca na terça-feira, propôs que os Estados Unidos assumissem o controle de Gaza e que sua população fosse deslocada para países vizinhos.

Uma ideia categoricamente rejeitada pelo Hamas e condenada pela comunidade internacional. O membro do comitê político do Hamas, Basem Naim, criticou o “atraso e a falta de comprometimento” de Israel na implementação da primeira fase da trégua, o que, segundo ele, colocou o acordo “em perigo”, disse em entrevista à AFP.

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No entanto, afirmou que o grupo extremista palestino continua pronto para retomar as negociações sobre a implementação da segunda fase do acordo, que deveriam começar na segunda-feira, e disse que o Hamas não deseja “retomar a guerra”. A primeira fase do acordo de seis semanas prevê a entrega de um total de 33 reféns a Israel, incluindo pelo menos oito mortos, em troca de 1.900 palestinos. Desde 19 de janeiro, 21 reféns e 765 prisioneiros palestinos foram libertados, assim como um egípcio.

*Com informações da AFP
Publicado por Victor Oliveira

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