Israel reprime protestos na Cisjordânia e impede invasões nas fronteiras com Líbano e Jordânia

Pelo menos 10 palestinos foram mortos a tiros e outros 100 ficaram feridos durante confrontos entre manifestantes e militares

  • Por Jovem Pan
  • 14/05/2021 16h30
EFE/EPA/MOHAMMAD ALIÁrabes fizeram manifestação pró-Palestina na fronteira entre Jordânia e Israel e acabaram entrando em confronto com as forças de segurança

A Autoridade Nacional da Palestina (ANP) afirmou que pelo menos 10 palestinos morreram e outros 100 ficaram feridos nesta sexta-feira, 14, durante confrontos entre manifestantes e militares israelenses na Cisjordânia.  O jornal local Haaretz afirma que as vítimas fatais foram atingidas por tiros da polícia nas cidades de Iskaka, Jenin, Jericó, Marda, Nablus, Ramallah, Urif e Yabad, onde os protestos foram motivados pela escalada de violência na Faixa de Gaza nos últimos cinco dias. O dia também foi marcado por manifestações e tentativas de invasão nas regiões fronteiriças de Israel. Na fronteira com a Jordânia, a polícia israelense teve que utilizar gás lacrimogênio e disparar tiros no ar para impedir cerca de 500 jovens de alcançarem uma ponte que leva à Cisjordânia. A maioria dos cidadãos da Jordânia são pessoas de origem palestina que foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel em 1948, mas que ainda mantém relações com parentes na Cisjordânia e em Jerusalém, ambos capturados pelos israelenses na guerra de 1967.

Na fronteira com o Líbano, dezenas de pessoas atearam fogo e tentaram romper uma cerca para entrar em território israelense, mas acabaram fugindo quando o Exército de Israel abriu fogo. Um libanês de 21 anos foi morto. No entanto, fontes militares libanesas afirmam que dezenas de pessoas conseguiram atravessar a fronteira pela aldeia de Kafrkila, no sul do Líbano. O exército libanês também teria se deslocado para essa área, dominada pelo grupo xiita Hezbollah. Na quinta-feira, 13, pelo menos três projéteis foram disparados do sul do Líbano em direção a Israel, embora seus autores ainda não tenham sido identificados, de acordo com militares libaneses e israelenses. Os dois países não têm relações diplomáticas por estarem formalmente em guerra e, após vários conflitos armados, ainda não terem estabelecido um cessar-fogo permanente.