Itália adotará ações contra AstraZeneca por redução do lote de vacinas

Acordo previa entrega de 8 milhões de doses do imunizante contra a Covid-19 no primeiro trimestre; agora, a previsão é que 3,4 milhões de unidades sejam destinadas ao país

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2021 10h52
EFE/EPA/OXFORD UNIVERSITYGiuseppe Conte já admitiu que o país terá que desacelerar as campanhas regionais de vacinação

A Itália irá impor ações legais contra a farmacêutica AstraZeneca, responsável pelo produção do imunizante contra a Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, por redução do lote de vacinas destinado ao país. Em anúncio feito neste domingo, 24, o primeiro-ministro Giuseppe Conte afirmou que o país irá recorrer “a todos os instrumentos e a todas as iniciativas legais” para garantir que os compromissos contratuais sejam cumpridos e proteger a comunidade italiana. “Tudo isso é inaceitável. Nosso plano de vacinação, aprovado pelo Parlamento e notificado pela Conferência Estado-Regiões, foi elaborado com base nos compromissos contratuais livremente firmados pelas farmacêuticas e pela Comissão Europeia”, afirmou.

Em reunião com os diretores da AstraZeneca, o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza recebeu a confirmação da redução dos lotes por problemas na produção do agente imunizante. Com isso, a atual previsão é que o país receba 3,4 milhões de doses da vacina no primeiro trimestre deste ano, assim que a farmacêutica receber aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Inicialmente, a previsão era que o país recebesse 8 milhões de unidades do composto.

Com a diminuição considerável, Giuseppe Conte já admitiu que o país terá que desacelerar as campanhas regionais de vacinação contra a Covid-19, o que, segundo ele, provocará “danos enormes à Itália e ao restante dos países europeus, com consequências diretas na vida e na saúde”. O país também avalia recorrer a medidas legais contra a Pfizer pelo atraso nas entregas das vacinas. Até este sábado, 23, 1.343.880 de doses de imunizantes foram aplicadas, e 71.694 pessoas são consideradas totalmente imunizadas, após terem recebido as duas doses da vacina.

*Com informações da EFE