Joe Biden diz que piores dias da pandemia ‘estão por chegar’ nos EUA

Segundo o presidente eleito, o povo precisará de paciência, persistência e determinação para ‘derrotar o vírus’

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2020 20h31 - Atualizado em 22/12/2020 20h49
EFE/EPA/PETER FOLEYPresidente eleito dos EUA, Joe Biden

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, advertiu nesta terça-feira, 22, que os piores dias da pandemia de Covid-19 ainda “estão por chegar” no país, e que o início da campanha de vacinação não impedirá a morte de mais “dezenas de milhares” de pessoas devido à doença. “Nossos dias mais sombrios na batalha contra a Covid-19 ainda estão por chegar, não os deixamos para trás. Por mais frustrante que seja ouvir isso, vamos precisar de paciência, persistência e determinação para derrotar este vírus”, disse Biden em uma entrevista coletiva em Wilmington, no estado de Delaware, onde mora. O ex-vice-presidente Barack Obama (2009-2017) também ressaltou que “os especialistas dizem que as coisas vão piorar antes de melhorar”.

Três dias antes do Natal, enquanto os norte-americanos se preparam para um período atípico de fim de ano em meio a um surto de casos e mortes de Covid-19, Biden afirmou ter “absoluta confiança na vacina, mas que as doses são poucas”. “Vamos perder dezenas de milhares de vidas nos próximos meses, e a vacina não vai conseguir deter isso. Precisamos que todos usem máscara, pratiquem o distanciamento social e evitem grandes aglomerações, especialmente dentro de casa”, disse. Biden também falou sobre o pacote de estímulo econômico de US$ 900 milhões aprovado ontem à noite pelo Congresso e que agora aguarda a assinatura de Trump.

Para o futuro presidente, “este projeto de lei é apenas um primeiro passo” para enfrentar a desaceleração econômica causada pela pandemia. “No início do próximo ano, apresentarei ao Congresso meu plano para o próximo passo”, acrescentou Biden, lembrando que a distribuição das vacinas custará bilhões de dólares. “Devemos cuidar daquelas pessoas que, sem culpa própria, estão desempregadas”, ressaltou. Por outro lado, o presidente eleito foi cauteloso com a cepa mais contagiosa do vírus que foi detectada no Reino Unido. “Estamos analisando se devemos ou não exigir exames (das pessoas) antes de entrarem no avião e quarentena na chegada [aos Estados Unidos]. Esse é meu instinto, mas estou esperando a recomendação da minha equipe”, comentou. Na terça-feira, o principal epidemiologista da Casa Branca, Anthony Fauci, que foi escolhido por Biden como seu futuro conselheiro médico chefe, disse que deve ser encarado que a nova cepa mais contagiosa do coronavírus já está nos Estados Unidos. O país é o mais afetado pela Covid-19 no mundo com mais de 18 milhões de casos e mais de 321.000 mortes, de acordo com dados independentes da Universidade Johns Hopkins.

*Com informações da EFE