Lava avança lentamente e reis da Espanha visitam La Palma no quinto dia de erupção de vulcão

Redução da velocidade do material vulcânico do Cumbre Vieja não impede que sedimentos cheguem ao oceano; nenhuma morte foi registrada até o momento

  • Por Jovem Pan
  • 23/09/2021 13h58
Casa de S. M. El Rey/Twitter/DivulgaçãoReis da Espanha visitaram ilha no quinto dia de erupção

Poucos dias após a ida do presidente Pedro Sánchez a La Palma, nas Ilhas Canárias, para monitorar o desenvolvimento da erupção do vulcão Cumbre Vieja, iniciada no último domingo, 19, os reis da Espanha, Felipe e Letizia, chegaram ao local nesta quinta-feira, 23. Imagens divulgadas pela Casa Real do país europeu mostraram os dois conversando com socorristas e prestando solidariedade aos que perderam suas casas por causa da lava. Eles também devem participar de uma reunião do comitê científico e observar o avanço das erupções no turno da tarde. O quinto dia de erupção mostra uma redução ainda maior da velocidade da lava, que chegou a percorrer 700 metros por hora e agora avança a quatro metros por hora, tendo percorrido cerca de meio quilômetro da boca do vulcão. Isso ocorre porque o material vulcânico perde temperatura e é “atrasado” por alguns sedimentos que encontra no caminho, como casas e árvores.

As estimativas do governo das Ilhas Canárias apontam que mais de 300 casas foram destruídas pelo avanço da lava nos últimos dias. Imagens gravadas por drones mostraram o impacto do material vulcânico em piscinas e em árvores na região. Ainda assim, o avanço continua e a expectativa é de que a lava chegue na noite desta quinta-feira ou na sexta-feira, 24, no oceano. Por causa disso, parte da área marítima da ilha foi bloqueada. Por causa das boas condições meteorológicas na região, a previsão de chuva ácida prevista para regiões montanhosas das Ilhas Canárias foi descartada. Uma nuvem de dióxido de enxofre emitido pelo vulcão, porém, cobre parte do país e se dirige à Europa, podendo chegar à Península Ibérica nos próximos dias. Mais de seis mil pessoas foram evacuadas de áreas de risco e pelo menos € 400 milhões (equivalente a R$ 2,4 bilhões) em danos foram causados à ilha até o momento.