Líbano precisará de lockdown de 2 semanas após aumento da Covid-19, informa ministro

Em apenas um dia país registrou 456 casos do novo coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2020 15h50
EFE/EPA/NABIL MOUNZERExplosão do dia 4 de agosto sobrecarregou os hospitais

O ministro interino da Saúde no Líbano, Hamad Hassan, anunciou nesta segunda-feira, 17, que o país precisará decretar lockdown por duas semanas após o aumento na contaminação pelo novo coronavírus. “Hoje, declaramos um estado de alerta geral e precisamos de uma decisão corajosa para fechar (o país) por duas semanas”, disse Hassan à rádio Voice of Lebanon. O Ministério da Saúde do país registrou um recorde de 456 novas infecções somente hoje, com duas mortes, elevando o número acumulado de casos para 9.337 desde fevereiro, com 105 mortes.

O novo surto da Covid-19 chega no momento em que o país ainda sente os impactos da explosão maciça do porto de Beirute que aconteceu no último dia 4 de agosto, que matou pelo menos 180 pessoas, deixou 30 desaparecidos e outros seis mil feridos e destruindo várias regiões da capital. Além do vírus, o Líbano enfrenta uma profunda crise financeira e viu nas últimas semanas diversos membros do governo renunciarem, entre eles o premiê Hassan Diab que saiu do posto no dia 10 de agosto levando todo o seu gabinete.

A explosão no porto danificou muitos hospitais e os sobrecarregou com vítimas. Cerca da metade dos 55 centros médicos de Beirute estão fora de serviço, informou a Organização Mundial da Saúde na semana passada. O Brasil enviou no dia 13 de agosto uma comitiva chefiada pelo ex-presidente Michel Temer para o Líbano. A missão brasileira chegou a bordo de dois aviões, um deles transportando seis toneladas de medicamentos, equipamentos hospitalares e alimentos doados pelo Ministério da Saúde e pela comunidade libanesa do Brasil, composta por cerca de 10 milhões de pessoas.

*Com Agência Brasil