Líderes do G7 mostram união contra Putin e tiram sarro do líder russo

‘Vamos mostrar nossos peitorais’, sugeriu o premiê britânico Boris Johnson, em referência às fotos em que Putin posa sem camisa para tentar demonstrar força

  • Por Jovem Pan
  • 26/06/2022 11h36 - Atualizado em 26/06/2022 11h37
BENOIT TESSIER/AFP O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, posam para uma foto de família durante a Cúpula do G7 realizada no Castelo de Elmau, sul da Alemanha, Líderes do G7 se encontram em castelo no sul da Alemanha

Os chefes de Estado dos países que compõem o G7 (Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, França, Itália e Reino Unido) se reuniram neste domingo, 26, e tentaram passar sentimento de unidade contra Vladimir Putin, presidente da Rússia, que está em guerra contra a Ucrânia desde fevereiro. Um dos artifícios usados foi ironizar a imagem vendida por Putin de homem vigoroso, expondo-se em fotos sem camisa. “Casacos? Jaquetas? Vamos tirar nossos casacos?”, brincou o premiê britânico Boris Johnson. “Teremos uma exposição de montar a cavalo com o peito nu”, acrescentou Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá. “Vamos mostrar nossos peitorais”, sugeriu Johnson, entre risos dos presentes. Realizada no sul da Alemanha, a Cúpula do G7 começou hoje e se estenderá até terça-feira, 28.

O primeiro anúncio da cúpula foi mais uma sanção à economia russa. Sugerido pelos Estados Unidos, o banimento da importação de ouro “atingirá diretamente os oligarcas russos e o coração da máquina de guerra de Putin”, espera Boris Johnson. “Precisamos privar o regime de Putin de seu financiamento. O Reino Unido e nossos aliados estão fazendo exatamente isso.” Para Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, a demonstração de união do G7 era o que a Rússia menos queria. “Putin esperava que, de alguma forma, a Otan e o G7 se fragmentariam. Mas não fizemos e não vamos fazer isso”, declarou o americano.

*Com informações da AFP e EFE