Maersk diz que um de seus navios atravessou Ormuz escoltado pelos EUA

O navio estava retido no Golfo desde fevereiro

  • Por Jovem Pan*
  • 05/05/2026 10h58 - Atualizado em 05/05/2026 11h17
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Foto por GIUSEPPE CACACE / AFP Navios-tanque são vistos no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz, uma hidrovia por onde passa um quinto da produção global de petróleo, em 23 de junho de 2025. Os militares dos EUA disseram que iniciariam um bloqueio a todos os portos iranianos em 13 de abril de 2026, após o colapso das negociações entre os lados em guerra no Paquistão, com o presidente dos EUA culpando a recusa do Irã em abandonar suas ambições nucleares. Foto de arquivo mostra navios-tanque no Terminal de Contêineres de Khor Fakkan, o único porto natural de águas profundas da região e um dos principais portos de contêineres do Emirado de Sharjah, ao longo do Estreito de Ormuz

A transportadora dinamarquesa Maersk, número dois do transporte marítimo mundial, anunciou na terça-feira que um de seus navios, o Alliance Fairfax de bandeira norte-americana, atravessou o Estreito de Ormuz escoltado pelas forças de Washington.

O navio estava retido no Golfo desde fevereiro e foi-lhe “oferecida a oportunidade” de sair acompanhado pelo exército dos Estados Unidos. “Posteriormente, o navio deixou o Golfo Pérsico acompanhado por meios militares norte-americanos” em 4 de maio, informou a empresa em um comunicado enviado à AFP.

“O trânsito foi realizado sem incidentes e todos os membros da tripulação estão sãos e salvos”, acrescentou.

Entenda o caso

O presidente Donald Trump anunciou, no domingo (3), que os EUA dariam inicio, na segunda-feira (4), a uma operação para escoltar com segurança navios de diversos países retidos no Estreito de Ormuz, região afetada pela escalada de tensão no Oriente Médio.

Trump batizou a ação de Projeto Liberdade. Ele informou que instruiu seus representantes a comunicar aos países afetados que os EUA usarão “nossos melhores esforços para retirar seus navios e tripulações em segurança do Estreito”. Muitos dos navios estariam com suprimentos críticos em baixa, incluindo comida, o que colocaria em risco a saúde e a higiene das tripulações.

Após o início da operação, a mídia iraniana afirmou que  um navio da Marinha dos Estados Unidos foi alvo de dois mísseis no Estreito de Ormuz. 

Pouco depois, o Comando Central dos EUA negou qualquer ataque e afirmou que nenhuma embarcação americana foi atingida. Segundo o órgão, as forças do país seguem mantendo o bloqueio naval aos portos iranianos.

*com informações da AFP

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