Meghan Markle teria cometido assédio moral durante período na família real

As denúncias dos funcionários do Palácio de Kensington foram feitas ao jornal britânico The Times pouco antes da exibição de uma entrevista da atriz com a apresentadora Oprah Winfrey

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2021 13h03 - Atualizado em 03/03/2021 14h16
EFENo passado, o príncipe Harry já havia demonstrado descontentamento com a forma que a mídia tratou sua esposa Meghan Markle

A duquesa de Sussex, Meghan Markle, está sendo acusada de ter cometido assédio moral durante o período em que foi membro da família real do Reino Unido. As vítimas teriam sido funcionários do Palácio de Kensington, onde a atriz passou a morar depois do seu casamento com o príncipe Harry, em maio de 2018. O jornal britânico The Times divulgou as denúncias nesta quarta-feira, 3, afirmando que foi contatado por fontes que desejam expor o caso. O objetivo seria mostrar um outro lado da duquesa de Sussex antes que uma entrevista de Meghan e Harry com a apresentadora norte-americana Oprah Winfrey vá ao ar neste domingo, 7.

Ainda segundo o The Times, Meghan Markle, teria “humilhado” um funcionário e cometido assédio moral contra dois dos seus assistentes pessoais, que eventualmente abandonaram o posto. Esses episódios já teriam sido denunciados internamente no Palácio de Kensington, apesar da duquesa de Sussex ter negado os fatos. O secretário de comunicação do casal, Jason Knauf, teria inclusive discutido o assunto com a chefe de Recursos Humanos do Palácio, Samantha Carruthers, e também com o então secretário particular do príncipe William, Simon Case. No entanto, nada foi feito de concreto em relação a essas denúncias porque o príncipe Harry teria suplicado para que Jason Knauf deixasse a história de lado.

As mesmas fontes do The Times afirmam que Meghan Markle teria usado brincos que foram um presente de casamento do príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, para um jantar formal em Fiji em 2018. Isso aconteceu logo depois do monarca árabe ter sido indiciados pelos Estados Unidos como mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. A duquesa de Sussex teria mandado a sua equipe dizer à imprensa que o acessório era emprestado, apesar de saber da sua real origem e as polêmicas que a escolha do brinco poderia gerar.

Em resposta às acusações, um porta-voz de Harry e Meghan afirmou que as informações publicadas no jornal The Times são uma “campanha calculada” de difamação baseada em “informações enganosas e prejudiciais”. A assessoria também apontou que “não é coincidência” que as denúncias de assédio moral tenham aparecido apenas quando o casal se propôs a falar “honesta e abertamente sobre sua experiência nos últimos anos”. As informações referentes ao uso dos brincos em Fiji também foi refutada. “A duquesa está triste com este último ataque ao seu caráter, sobretudo como alguém que foi pessoalmente vítima de assédio e que está profundamente comprometida em apoiar aqueles que passaram por dor e trauma”, completou.

No último dia 25, o príncipe Harry contou em entrevista ao apresentador norte-americano James Corden que decidiu tirar a sua família do Reino Unido porque a imprensa britânica era “tóxica” e estava “destruindo” a sua saúde mental. Antes de romper com a família real britânica e se mudar para Los Angeles em 2020, o neto da rainha Elizabeth II e já tinha expressado descontentamento com o tratamento que os tabloides britânicos deram a sua esposa Meghan Markle, atriz de origem afro-americana com que teve o seu primeiro filho, Archie.