Mídia estatal do Irã volta atrás e diz que viúva de Ali Khamenei está viva

As informações iniciais de que ela teria sido morta no ataque dos EUA e Israel que vitimou o aiatolá e vários membros de sua família seriam falsas, disse a agência semioficial Fars News

  • Por Jovem Pan
  • 12/03/2026 14h54 - Atualizado em 12/03/2026 15h15
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Divulgação / X / @usmann_01 Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 79 anos, esposa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2) Em um comunicado do líder aiatola Mojtaba Khamenei nesta quinta, ele disse estar em luto pelo seu pai, irmã e esposa, mas não sua mãe

A mídia estatal do Irã afirmou nesta quinta-feira (12) que Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, viúva do aiatolá Ali Khamenei, está viva. Segundo o jornal The Wall Street Journal, as informações iniciais de que ela teria sido morta no ataque dos EUA e Israel que vitimou o aiatolá e vários membros de sua família seriam falsas, disse a agência semioficial Fars News.

Não há informações sobre o estado de saúde da mulher de 79 anos. Em um comunicado do líder aiatola Mojtaba Khamenei nesta quinta, ele disse estar em luto pelo seu pai, irmã e esposa, mas não sua mãe.

Inicialmente foi reportado que Mansoureh tinha morrido na segunda-feira (2) em consequência dos ferimentos sofridos no ataque em fevereiro que matou seu marido, informou a imprensa iraniana.

Morte de Ali Khamenei

A mídia estatal do Irã confirmou a morte do aiatolá Ali Khamenei, na operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

Desde 1989, Khamenei era o líder supremo do país.  Ele sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, responsável por instituir a república islâmica no Irã.

Antes, Khamenei ainda foi presidente do Irã, de 1981 a 1989.

O aiatolá nasceu em 1939. Quando jovem, participou de protestos contra o reinado de Mohammad Reza Pahlavi. Khamenei foi um dos líderes da Revolução Iraniana, de 1979.

Como líder supremo do Irã, Khamenei reprimiu brutalmente uma série de protestos. Em 1999, o governo iraniano suprimiu a mobilização estudantil. Da mesma forma, em 2009, as manifestações desencadeadas por eleição presidencial controversa foram sufocadas. Outra onda de contestação em 2019 foi neutralizada.

Mais recentemente, Teerã reprimiu duramente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Do final de 2022 ao início de 2023, diversas manifestações assolaram o Irã após a morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o código de vestimenta imposto às mulheres.

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