Esposa de Ali Khamenei também morreu após ataque, diz mídia iraniana

Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh estava em coma desde sábado (28), quando os bombardeios começaram

  • Por Jovem Pan
  • 02/03/2026 11h21 - Atualizado em 02/03/2026 12h02
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Divulgação / X / @usmann_01 Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 79 anos, esposa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2) Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, de 79 anos, esposa do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2)

Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, viúva do ex-líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, morreu nesta segunda-feira (2) em consequência dos ferimentos sofridos no ataque de sábado (28) que matou seu marido, informou a imprensa iraniana.

A mulher, de 79 anos, estava em coma desde o ataque, segundo a agência de notícias Tasnim.

A agência de notícias iraniana Fars, alinhada à Guarda Revolucionária Islâmica, noticiou no sábado que a filha, o genro e o neto do aiatolá Ali Khamenei morreram no ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

Morte de Ali Khamenei

A mídia estatal do Irã confirmou no sábado a morte do aiatolá Ali Khamenei, na operação dos Estados Unidos e de Israel contra o país.

Desde 1989, Khamenei era o líder supremo do país. Ele sucedeu o aiatolá Ruhollah Khomeini, responsável por instituir a república islâmica no Irã.

Antes, Khamenei ainda foi presidente do Irã, de 1981 a 1989.

O aiatolá nasceu em 1939. Quando jovem, participou de protestos contra o reinado de Mohammad Reza Pahlavi. Khamenei foi um dos líderes da Revolução Iraniana, de 1979.

Como líder supremo do Irã, Khamenei reprimiu brutalmente uma série de protestos. Em 1999, o governo iraniano suprimiu a mobilização estudantil. Da mesma forma, em 2009, as manifestações desencadeadas por eleição presidencial controversa foram sufocadas. Outra onda de contestação em 2019 foi neutralizada.

Mais recentemente, Teerã reprimiu duramente o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”. Do final de 2022 ao início de 2023, diversas manifestações assolaram o Irã após a morte de Mahsa Amini, detida por supostamente infringir o código de vestimenta imposto às mulheres.

Irã diz que não negociará com os EUA

Após os ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, o poderoso chefe do Conselho de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, negou qualquer negociação com o governo americano. “Não negociaremos com os EUA”, declarou Larijani nesta segunda-feira (2), em publicação nas redes sociais. Ele desmentiu as notícias veiculadas pela imprensa de que representantes iranianos teriam tentado iniciar conversas com Washington.

Larijani também acusou o presidente americano Donald Trump de ter “mergulhado a região no caos com seus ‘sonhos ilusórios’”. Ele acrescentou que Trump agora está preocupado com as perdas entre as forças americanas.

Desde o início dos ataques dos EUA e de Israel, 555 pessoas foram mortas no Irã, segundo dados oficiais. “Como resultado dos ataques terroristas EUA-Sionismo em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, declarou a Cruz Vermelha Iraniana nesta segunda-feira (2), por meio das redes sociais.

*Com informações da AFP

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